Quarta-feira, Novembro 04, 2009

ESCRITOTERAPIA

Escrever funciona como terapia para muitas pessoas. Uma das pessoas sou eu, a outra és tu e mais aquele escritor famoso.

A revolta que baila nos nossos pensamentos leva-nos a dizer mil coisas em poucas palavras ou… em muitas palavras não dizermos quase nada… é que nem sempre há a palavra certa para que a possamos aplicar para um determinado caso específico.

Pessoas que usam pessoas. Esta frase poderá dizer muito ou poderá até não querer dizer nada do que eu pretendo fazer chegar aqui. Mas, com o significado que eu quero, poderei dizer que manobrar gentes é uma arte (maléfica).

O stress do dia a dia que inclui esse tal jogo de mostrar simpatia e ao virar de costas, entre dentes, dizer-se “que se lixe”. Mas dizia, o stress desanuvia-se, escoa-se pelas letras, pelas palavras e até pelos sonhos… sonhamos quando deitamos a cabeça na almofada, sonhamos quando olhamos através da vidraça numa tarde de chuva, sonhamos num fim de tarde solarento ou mesmo ao crepúsculo, num sonho indefinido… também sonhamos quando vem da alma um desabafo e é maravilhoso se temos alguém para nos escutar. (Escutar não é entender).

Quando escrevo, às vezes choro, outras vezes solto um riso aberto, libertador, sobretudo, se estou a recordar passagens ridículas, que todos nós um dia vivemos, auto criticando-nos mais tarde…é mesmo assim. Quantas vezes dizemos de nós para nós “que disparate”, “que asneira crassa”…

Não faço a mínima ideia se existe a palavra “escritoterapia”, mas a verdade é que se adapta perfeitamente ao que pretendo dizer ao utilizá-la. Será pois a terapia pela escrita. Será uma auto analise em que questiono as questões que me surpreendem, as questões que há mais de um milénio mostram duvidas e vão continuar a mostrar.

Questionar questões que transcendem o cidadão comum, como o transformar a insegurança em segurança, discernir entre auto-estima e incompatibilidade laboral ou mesmo matrimonial, compatibilizar o obsoleto com o moderno e sentirmo-nos como o centro da atracção de todas a atenções, ou sermos tal como Sócrates dizia “Não sou Ateniense nem Grego, sou um cidadão do Mundo”, é sermos mesmo isso, ser e não ser e não pertencer nem aqui nem além…

Existem várias formas de superar o stress, a ansiedade e muitas das angústias que nos afectam no dia a dia, pelo que se enriqueceram várias maneiras de fazer face a tão prejudiciais “enfermidades”. Ir às compras… mas na crise não dá. Passear… mas sem fundo de maneio não há passeio… mas a escrita sim. É a terapia ideal para desanuviar duvidas e aliviar as raivas que nos correm pelas veias, por isso inventei esta palavra escritoterapia.



04.11.09


ver: jorgeferrorosa.blogspot.com

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

RESCALDO

Tento fazer equilíbrio dos meus sentidos. Não é fácil, crê. Tremem as mãos e os olhos já não deixam ver com clareza tudo o que os cerca. São fragilidades dos anos e da saúde. Contudo, o pensamento mantém-se atento e observador.

Odeio ter medo. Odeio quem mete medo e odeio as razões que fazem ter medo. Mas os medos dominam e perturbam e causam transtornos quase que irreparáveis.

A sociedade está dominada pelo medo: desemprego, falta de alimentos nos carenciados, incertezas, ansiedades e quem mais sofre por esta ou aquela razão é adolescência e a juventude.

Os últimos dias da última semana foram um desastre com as perturbações do “Dia das Bruxas”. Os adolescentes e jovens andaram apavorados por se ter lançado pânico sobre a existência de gangs que se intitulavam “boca de palhaço” e que barbarizavam as jovens. A ser um facto real, porquê não alertar as entidades para que se agisse em conformidade? Que se espera? Alarmismo generalizado? Ou é mesmo verdade e por isso é urgente que se tomem medidas. Chega de falsos alarmismos. Chega de criar situações de instabilidade ou… atrás da cortina há outros senão? Criar instabilidade escolar e promover o insucesso? Ou pretende-se esconder o insucesso com ondas de medos para justificar?

Entre os docentes também se promove a falta de solidariedade, os antagonismos com que finalidade? Criar o caos? Será que não se pretende progredir? Será que querem criar situações de desgoverno? Acho isso um disparate, mas a verdade é que com o máximo civismo as pessoas têm de pensar e ajudar a colaborar num progresso a fim de que a estabilidade passe a ser um certeza e não mais um medo…



02.11.09

Sábado, Outubro 24, 2009

MISTURO-TE NOS PENSAMENTOS

Misturam-se as ideias quando se esgotam as palavras. Palavras que poderiam traduzir o que vai pelo pensamento.

Sabes que é assim porque contigo se passa o mesmo. Transcreves as palavras que a alma dita e nem sempre dizes o que te vai realmente na alma…

Mesmo sem querer misturo-te nos meus pensamentos. Estás ligado aos meus gostos, ao que detesto e a tantos mil aspectos que nem merece a pena enumerar. Os cafés que tomámos, as sombras que desfrutámos, as contrariedades que discutimos e ao que acabávamos por concordar… interessante! Mesmo que o não quisesse, misturar-te-ia nos meus pensamentos….


19.10.09

Terça-feira, Outubro 13, 2009

FOLHA AO VENTO

Como uma pena que esvoaça, vieste visitar o meu pensamento. Vieste tão docemente como foi a passagem da tua vida pela minha. Não sei se vais reprovar o que escreverei hoje nesta folha solta, mas não resisto, à laia de homenagem escrever sobre ti e sobre nós…

Onde estarás? Vives? Ainda passeias nas margens do Tamisa? Ainda tanta coisa que gostava de te perguntar…

Vivemos de recordações e as recordações são pedaços de vida que nos vão ajudando a transpor o ontem para o hoje e o hoje para amanhã…

Os teus cabelos revoltos, os óculos sempre sujos, o fecho das calças mal subido… parece que te estou a ver bater à minha porta e entrares num misto de inocência e servidão… abraçavas-me tão ternamente! Beijavas-me com tanto fulgor! E sentados no sofá, sentia a tua mão macia e fina como a de um delicado pianista, acariciar o meu joelho ao mesmo tempo que balbuciavas que não era isso que querias fazer…

Repito que não sei se teria a tua aprovação para revelar o que vou pondo aqui, palavra a apalavra… mas tem de ser. Não estaria bem comigo se não te dedicasse estas frases, este texto. Se não te dissesse que foste o grande amor da minha vida…

Estava a chover naquela tarde. Sentámo-nos como sempre, perto um do outro e sussurraste que precisavas de tomar um café. Fomos ao café mas senti-te distante e inseguro… que se estaria a passar?

Voltámos para casa e pediste-me que te desse atenção porque era sério o que tinha para me dizer. Se a memória não me falha, tremi… a primeira coisa que lembrei foi ter de abdicar ao meu amor secreto… mas foi pior e não foi…

Com um carinho que jamais encontrei em alguém, disseste-me que tinhas um namorado que te tinha repudiado e que te envergonhavas de me usares para esquecer as tuas desditas. Acho que naquele momento senti o que alguém pode sofrer por ser preterido. E dei-te alento. E dei-te força e pedi-te muito para que não te deixasses cair em sofrimento porque há sempre forma de superar desgostos desses… a morte, essa não deixaria oportunidade para outras situações, mas essa teria solução, seguramente…

A tarde foi a mais longa que me lembro ter passado, mas por muitos anos nos deixámos abraçados, secando as nossas lágrimas… até ao dia que num longo e terno beijo me disseste adeus… Primeiro Suécia, depois Dinamarca e por fim Londres, numa companhia célebre de teatro musicado… ainda me relataste alguns passeios ao longo do rio e eu olhando para o meu rio, imaginava-te sempre com o cabelo revolto e os óculos meio ensebados…



13.10.09

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

MEDITAÇÕES


Gosto de meditar em frente ao mar, gigante sem tamanho, que se estende para além do horizonte. Gosto de reter na memória a linha do horizonte que nos mostra onde o mar deixa o azul transparente da atmosfera e se enlaça no mar como dois amantes apaixonados.

Medito. Interiorizo no meu silêncio o que talvez gostasse de gritar… mas que se perde antes que se faça som na minha boca. Medito! Retenho na memória o que ouvi, o que li… e também o que vejo, mas que preferiria não ter visto…

Surpreende-te que murmure tudo isto? Não. Não vou repetir o que sei que te iria magoar… só posso pedir-te que esqueças. Deixa que essas recordações mergulhem no nosso mar sem fim…

A voz do meu silêncio bate dentro de mim ao compasso das batidas do coração. Sinto as tuas mãos nas minhas e em uníssono somos ambos a mesma batida, mas em silêncio…

Nas minhas meditações questiono-me. Os porquês são muitíssimos e em abono da verdade nunca me sinto esclarecida. Será que carece de esclarecimento o facto de termos de suportar o que nos deprime, nos deixa inferiorizados? Porquê temos de enfrentar a doença, a morte, os imprevistos? Será que por nos sentirmos infimamente pequenos não podemos procurar a solução, acabando com a dor que nos constrange e nos derrota? Será que por nos sentirmos derrotados psicologicamente não poderemos solucionar a catástrofe que se abate sobre nós?

Aí está porquê o silêncio em que me fecho tem o som ensurdecedor do eco numa caverna…

Pensa agora e opina! Ainda achas que na tua especialidade encontras respostas, soluções apaziguantes, fraseologia que me iniba ainda mais? Ou que seja a resposta ao problema que se estende desde há muito – viver!



12.10.09

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

BREVES MEDITAÇÕES

Abri o livro. Folheei-o devagar. Olhei todas as letras e apreciei os espaços dos parágrafos. Não li nada!

Algures um rádio ou uma televisão faziam alusão às eleições a realizar em breve. Desliguei a atenção porque me feriu ouvir falar de um evento que tão dificilmente foi conquistado pelas Mulheres e que agora, que livremente se pode votar, muitas fingem não perceber a importância do acto. Se o se que me acorrenta permitir, lá estarei… a doença não tem o direito de nos privar da liberdade que conquistámos, até com a vida.

Não sei se terei outra oportunidade de ir votar. Tudo é incerto e a ampulheta faz a sua contagem decrescente. Entrei no jogo e vou correr os riscos…

À partida, sempre soube quão doloroso seria. Também sempre soube que a dor física domina e até pode ser mais massacrante que a dor psicológica. Mas decidi ir à luta.

Voltei a pegar no livro. O livro é de um autor que faz parte da lista dos meus favoritos. Além do mais, sinto-me um pouco (patrícia) de Mia Couto.

Peguei no livro decidida a ler mais umas páginas. Li umas quantas folhas, mas começaram a faltar-me as forças. Nem para leituras nem para o “meu poema por dia” me sinto encorajada.

Talvez durma um pouco ou deixe que mais umas lágrimas corram pela face, como demonstrativo da revolta que sinto por não conseguir ultrapassar o que me prende…



02.10.09

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

UMA ACHEGA AO TEXTO DE JJ

Política!

Política é a palavra que denomina a arte ou a ciência da organização, da administração e direcção de Nações ou Estados.

A política interna de um país é a aplicação desta arte aos negócios internos dessa nação e a política externa aos negócios que se têm com outras nações.

Analisando política à luz da democracia, esta ciência, a ciência política, é a actividade de cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos, quer com a sua militância, quer com os seus votos.

Segundo Aristóteles o homem é um animal político, mas eu acrescento, nem sempre interpretando convenientemente esta arte… ora assim sendo, não podemos exigir que a política sirva os cidadãos nem que os ajude a realizar os seus sonhos, sem que antes, cada um de nós aprenda a ter procedimentos compatíveis com o que esta ciência/arte ensina.

O político tem de saber escutar (sem troça e ou arremessos) e tem de saber tomar decisões nos momentos oportunos e sempre que assim seja exigido, sem casmurrice; deverá aceitar as críticas desde que sejam construtivas (as não construtivas, deverá ignorá-las) deve partilhar os seus pontos de vista e as suas reflexões de modo a haver consenso. O diálogo permite que seja alcançado acordo ou que sejam percebidas quaisquer das partes. Da discussão nasce a razão…

O verdadeiro político sabe fazer prevalecer as suas razões e seguramente, apresentar argumentos válidos para que seja credível. Sabe ser assertivo aquando assim for necessário. Também tem de estar atento aos problemas das pessoas para que, como governante, possa accionar mecanismos que permitam que sejam ultrapassados os problemas que estejam a afectar os cidadãos.

Os problemas de carácter social devem estar sempre equacionados de forma evidente e com muita atenção e respeito por aqueles que ficam sem emprego, por aqueles que precisam de cuidados, na saúde, na velhice, e em situações imprevisíveis. Tem também de se acautelar para que não existam casos de fraude… Há sempre quem se “encoste” a subsídios para não se preocupar com o trabalho, quem não quer trabalhar, não deverá viver à custa do trabalho de outros… Há um provérbio que diz “se queres ajudar o pescador, não lhe dês o peixe, dá-lhe uma cana de pesca e ensina-o a pescar” creio que isso nem sempre terá sido feito.

30.08.09

Sábado, Agosto 29, 2009

PROGRAMA DE RÁDIO - CLUBE DOS PENSADORES

´Meeting Radio Station com Blogues


Programa na RCM irá para o ar -quarta-feira - dia 2 ,entre as 19h e as 20h. ( repete sábado às 24h ) .

Tem como assistente de realização José Silva.

Será um meeting radio station com autores de blogues : Marco Rodrigues - Sérias Dúvidas ; Cláudia Silva - a Carroça da Clau ; Vitor Maganinho - MatosinhosOnline ; Eugénio Queirós - O Porto de Leixões ; José Modesto - José Modesto ; Francisco Castelo Branco - Olhar Direito ; Isabel Carmo - Joaninha ; Carlos Alberto Cadsf ; Mário Russo - Clube dos Pensadores .

Este programa é para os membros , simpatizantes e sociedade civil que poderão sugerir , opinar e criticar .

Há um espaço que os interessados poderão entrar em directo no programa de rádio :
1 – Via telefone através do número 22 9381756
2 - Via net através do blogue Clube dos Pensadores , na hora as opiniões dos internautas serão lidas e tidas em conta para a discussão.

Esta emissão estará disponível online a partir do site RCM ou com a frequência 91.0 no seu rádio.


Agradeço antecipadamente a leitura desta informação

Quinta-feira, Agosto 20, 2009

RADIOCIRURGIA


Importante e interessante este vídeo.





Depois de ler no Clube dos Pensadores o quanto se vai gastar nas campanhas eleitorais, e sabendo que há tanta gente sofrendo das doenças referidas no vídeo, apetece ser o destruidor implacável...