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sábado, agosto 09, 2008
PSICOSE
Em 1845, um estudioso desta matéria, Ernest von Feuchtersleben introduziu o termo “psicose”, que é assim, palavra mais recente do que a palavra “neurose”.
A oposição entre a palavra neurose e psicose, por finais do século XIX, estabelece-se como que linha de demarcação entre a loucura e as outras perturbações, oposição esta, que se manteve até aos anos mais recentes.
O DSM-III (actualmente já DSM-IV com anotações actuais e que é uma espécie de Bíblia dos Psicólogos), tentou suprimir o termo “neurose” e reduzir o termo “psicose” para o adjectivo “psicótico”, contudo, a maioria dos psicopatologistas continua a utilizar o vocábulo “psicose” para designar um conjunto de perturbações caracterizadas por alguns elementos, como a gravidade, delírio, a perda da relação com a realidade e outras, que em senso comum se designavam por “loucura”.
Se quisermos falar de “psicopatologia das psicoses”, estamos a tomar uma posição em simultâneo do que é a psicopatologia e sobre a existência de uma forma de sofrimento específica e considerada, particularmente, grave. Os psicólogos consideram a psicopatologia a psicologia do patológico, segundo Pedinielli, 1994, isto é, o estudo e a teoria psicológicos das formas de sofrimento, sejam elas quais forem, as causas das mesmas.
A psicopatologia baseia-se em situações concretas de interacção com os doentes que estejam a apresentar uma psicose e produz uma interpretação psicológica dos fenómenos.
Dois níveis complementares são abrangidos pela psicopatologia:
. O primeiro tem a ver com a descrição dos aspectos psicológicos dos factos patológicos como as perturbações da percepção, do raciocínio, delírio, e outros; os trabalhos psicológicos sobre “o que se viveu”, “o imaginário”, e sobre a linguagem e o pensamento que ainda correspondem a este nível.
. O segundo nível diz respeito às teorias explicativas psicológicas das perturbações, o que não implica que elas sejam automaticamente teorias da causa das doenças.
A psicologia clínica é o instrumento que permite aos psicólogos identificar, analisar e interpretar os elementos que se trocam na relação com o doente. Saliente-se que o saber psicopatológico não é um sistema dogmático de interpretação que se aplicaria aos discursos dos doentes.
Fazer psicopatologia clínica é conseguir maneira de suscitar o discurso, de se interrogar sobre a sua lógica e de a interpretar.
Há opiniões diferentes. Iremos tentar mostrar alguns pontos que poderão ajudar a entender melhor. Os esclarecimentos sobre o ponto de vista de autores diferentes seguirão em breve.
Consulta a:
- Jean-Louis Pedinielli
- Guy Gimenez
isabel carmo
09.08.08
sábado, julho 26, 2008
A SÍNDROME DE BURNOUT
Toda a gente já ouviu falar de stress e sobretudo, de stress profissional, o qual se caracteriza por ser uma exaustão emocional, uma avaliação negativa de si mesmo, uma depressão e insensibilidade no que respeita a quase tudo e todos (diria que há um mecanismo que funciona como defesa emocional não intencional no enfermo desta síndrome, quanto à insensibilidade perante certos factos ou situações), o que para alguns estudiosos da matéria passou a designar-se como a Síndrome de Burnout.
Burnout é uma expressão na língua inglesa que traduzida significa - burn = queima e out = exterior, fora – sugerindo assim que quem está com este tipo de stress consome-se física e emocionalmente (uma característica é a inferiorização daqueles de quem se diz se amigo(a)) passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço (e existe sempre alguém que se pretende marginalizar).
Esta síndrome refere-se a um tipo de stress ocupacional e institucional com predilecção para profissionais que mantêm uma relação constante e directa com outras pessoas, principalmente quando a actividade é considerada de ajuda, como médicos, enfermeiros, professores e outros.
Há ainda outros estudiosos e autores de trabalhos que nos dizem julgar que esta síndrome é diferente do stress genérico, contudo e como opinião pessoal diria que poderemos considerar esse quadro de apatia extrema e desinteresse, não como sinónimo de algum tipo de stress, mas como uma das suas consequências e bastante sérias.
Esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciantes, professores, os que atendem público, enfermeiros, bombeiros e outros com contactos com público que nem sempre seja fácil. No entanto, hoje em dia já se alargaram as observações a outros ramos profissionais como os que interagem de forma activa com pessoas que cuidam ou que solucionam problemas de outras pessoas, obedecendo a técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas a avaliações.
A Síndrome de Burnout também está a ser definida como uma reacção à tensão emocional crónica gerada a partir do contacto directo, excessivo e stressante com o trabalho, fazendo com que a pessoa afectada perca a maior parte do interesse na sua relação com o trabalho por forma a que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.
A pouca autonomia no desempenho profissional, os problemas de relacionamento com as chefias, os conflitos entre trabalho e o núcleo familiar, o sentimento de desqualificação e falta de cooperação de equipa, estão entre os factores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout.
Os autores de trabalhos nesta área que defendem a síndrome de Burnout como sendo diferente do stress, alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o stress apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Contudo, e pessoalmente julgamos que a síndrome de Burnout seria uma consequência mais depressiva do stress desencadeado pelo trabalho, sobretudo no relacionamento interpessoal.
Com sintomatologia básica desta síndrome teríamos, inicialmente, uma exaustão emocional, onde a pessoa se sente a não poder mais dar nada de si mesma, aqui um sentimento de falta de realização pessoal no trabalho, o que afecta sobremaneira a eficiência e habilidade para a realização de tarefas e de se adequar à organização. Seguidamente desenvolvem-se sentimentos e atitudes muito negativas, com o por exemplo, um certo cinismo na relação com as pessoas do trabalho onde estão inseridos e aparente insensibilidade afectiva.
Diria para concluir, que esta síndrome é o resultado do stress emocional na interacção com outras pessoas. Algo diferente do stress genérico porque a síndrome de Burnout incorpora geralmente sentimentos de fracasso cujos principais indicadores são cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal (com actos demarcadamente agressivos para os que diziam amigos(as).
26.07.08
Burnout é uma expressão na língua inglesa que traduzida significa - burn = queima e out = exterior, fora – sugerindo assim que quem está com este tipo de stress consome-se física e emocionalmente (uma característica é a inferiorização daqueles de quem se diz se amigo(a)) passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço (e existe sempre alguém que se pretende marginalizar).
Esta síndrome refere-se a um tipo de stress ocupacional e institucional com predilecção para profissionais que mantêm uma relação constante e directa com outras pessoas, principalmente quando a actividade é considerada de ajuda, como médicos, enfermeiros, professores e outros.
Há ainda outros estudiosos e autores de trabalhos que nos dizem julgar que esta síndrome é diferente do stress genérico, contudo e como opinião pessoal diria que poderemos considerar esse quadro de apatia extrema e desinteresse, não como sinónimo de algum tipo de stress, mas como uma das suas consequências e bastante sérias.
Esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciantes, professores, os que atendem público, enfermeiros, bombeiros e outros com contactos com público que nem sempre seja fácil. No entanto, hoje em dia já se alargaram as observações a outros ramos profissionais como os que interagem de forma activa com pessoas que cuidam ou que solucionam problemas de outras pessoas, obedecendo a técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas a avaliações.
A Síndrome de Burnout também está a ser definida como uma reacção à tensão emocional crónica gerada a partir do contacto directo, excessivo e stressante com o trabalho, fazendo com que a pessoa afectada perca a maior parte do interesse na sua relação com o trabalho por forma a que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.
A pouca autonomia no desempenho profissional, os problemas de relacionamento com as chefias, os conflitos entre trabalho e o núcleo familiar, o sentimento de desqualificação e falta de cooperação de equipa, estão entre os factores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout.
Os autores de trabalhos nesta área que defendem a síndrome de Burnout como sendo diferente do stress, alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o stress apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Contudo, e pessoalmente julgamos que a síndrome de Burnout seria uma consequência mais depressiva do stress desencadeado pelo trabalho, sobretudo no relacionamento interpessoal.
Com sintomatologia básica desta síndrome teríamos, inicialmente, uma exaustão emocional, onde a pessoa se sente a não poder mais dar nada de si mesma, aqui um sentimento de falta de realização pessoal no trabalho, o que afecta sobremaneira a eficiência e habilidade para a realização de tarefas e de se adequar à organização. Seguidamente desenvolvem-se sentimentos e atitudes muito negativas, com o por exemplo, um certo cinismo na relação com as pessoas do trabalho onde estão inseridos e aparente insensibilidade afectiva.
Diria para concluir, que esta síndrome é o resultado do stress emocional na interacção com outras pessoas. Algo diferente do stress genérico porque a síndrome de Burnout incorpora geralmente sentimentos de fracasso cujos principais indicadores são cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal (com actos demarcadamente agressivos para os que diziam amigos(as).
26.07.08
domingo, julho 20, 2008
AS EMOÇÕES E AS CORES
Em continuidade às pesquisas que venho fazendo sobre alguns temas que gosto de actualizar, cheguei a este, sobre as cores e as emoções. Aquando ainda aluna, fiz um teste semelhante, que aliás me deixou preplexa. O actual não me deixou menos preplexa… realmente as cores interagem com as emoções…
Ora vejamos, as cores evocam estados interiores e para entender esta relação entre emoção e cor, é necessário lembrar a já conhecida relação entre luz e cor, simbolizada pelo arco-íris.
A luz afecta os neurotransmissores do cérebro, os quais são os responsáveis pelas mensagens passadas dos nervos para outros nervos e músculos de maneira que a primeira sensação de cor é puramente vegetativa e emocional provocando ódio, amor ou outros sentimentos.
Qualquer análise das reacções humanas diante das cores, deve levar em conta também as influências sociais, pois enquanto o costume no Ocidente é o de usar a cor preta para o luto, há outros lugares no mundo onde se usa o branco para manifestar o pesar pelo falecimento de alguém.
Também e para além dos lutos, interliga-se a cor à sensualidade, à tristeza e a muitos dos estados de alma que vamos atravessando pela vida. Mas sem desviar o conteúdo, fruto de alguma pesquisa, vou deixar aqui o resultado do teste que fiz. Não vou entrar em detalhes, mas garanto que é a exacta tradução do momento em que o fiz:
Como você opera, age, frente aos seus objectivos e desejos:
Exige que ideias e emoções se unam e se mesclem perfeitamente. Recusa-se a fazer quaisquer concessões e a aceitar quaisquer acordos.
Impõe a si mesmo objectivos idealistas mas ilusórios. Tem sido dolorosamente desapontado e despreza a vida, numa auto-aversão que o deprime. Quer esquecer-se de tudo e recuperar-se numa situação confortável e livre de problemas.
Suas preferências reais:
O medo de repulsa e a extrema cautela da sua aproximação tornam-lhe difícil alcançar o grau de intimidade e identificação que deseja.
É incapaz de empenhar esforços para alcançar seus objectivos. Sente-se despreparado, desejando maior segurança, afecto sincero e menos problemas.
Sua situação real:
É infeliz com a resistência que encontra, sempre que tenta afirmar-se. Todavia, acredita que não há muito o que possa fazer, e que deve conformar-se com a situação.
O que você quer evitar:
Interpretação fisiológica: Tensão e ansiedades resultaram de desapontamento emocional. Interpretação psicológica: Uma relação emocional não está mais correndo bem, revelou-se profundamente decepcionante e é agora considerada ligação deprimente. Enquanto que, por um lado, gostaria de libertar-se completamente dessa ligação, por outro, nada quer perder nem correr os riscos de incerteza e de eventual possibilidade de maior desapontamento. Essas emoções contraditórias oprimem-no a tal ponto que tenta ignorá-las sob uma atitude apática e circunspecta. Em suma: Tensão oriunda de desapontamento emocional.
Seu problema real:
A ansiedade e a insatisfação contínua, seja em seus empreendimentos ou nas frustrações emocionais, têm produzido considerável tensão. Reage atribuindo-as à total falta de compreensão por parte de outros e adoptando uma atitude desdenhosa e desafiadora.
20.07.08
sexta-feira, julho 18, 2008
EM DESALINHO
Por vezes, para chegarmos a algumas conclusões sobre um qualquer estudo, temos de aprofundar diversas etapas, para entendermos o ponto inicial do nosso pensamento. Partindo deste ponto, direi que o Ego não é mais nem menos do que a soma dos pensamentos, das ideias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. Diria mesmo que é a parte mais superficial do individuo, a qual modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante selecção e controlo de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que brotam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objectos que possam satisfazer ao Id. sem transgredir as exigências do superego. Quando o ego se submete ao Id., torna-se imoral e destrutivo; ao submeter-se ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; (se não se submeter ao mundo, será destruído por ele…)…
Por outro lado temos a emoção que se diferencia do sentimento, porque é um estado psicofisiológico. O sentimento, por outro lado, é a emoção filtrada através dos centros cognitivos do cérebro, especificamente o lobo frontal, produzindo uma mudança fisiológica em acréscimo à mudança psicofisiológica.
Mas peguemos em sentimentos; entre os muitos, aparece o da humilhação que visa essencialmente rebaixar o, ou os outros, quer física quer moralmente, de modo a que este ou estes se sintam anulados. Actualmente, e proveniente de estudos cruzados, temos que esta também é uma forma de bullying.
Ora uma das formas de fazer baixar a auto estima é humilhar. É fazer o outro sentir-se o culpado do acto ou da atitude que foi induzido a tomar. Perspicaz!
Há várias maneiras de humilhar e a mais comum é fazer que as outras pessoas se sintam infimamente pequenas perante o humilhador, que regra geral usa estratagemas inteligentemente estruturados para que de humilhador passe a vítima, quebrando todas as regras que em sociedade devem ser respeitadas.
Há quem designe este tipo de humilhação, por humilhação subtil ou velada. É complexa e subjectiva e muito mais difícil de lidar e prejudicial do que o tipo de humilhação mais comum. A humilhação velada insere-se num gesto, numa frase dita, ou até não dita; está no subentendido, numa simples virgula ou no desdém, ou na indiferença ou ainda no ignorar a existência da submissa (a verdadeira vítima), no fazer com que esta se sinta numa completa inutilidade, dando origem a que um sentimento de isolamento, abandono e impotência, exclusão e humilhação radical seja sentida. O humilhador (a)(dominador(a)) sabe como usar a alavanca emocional que ele(a) bem conhece como sendo a forma mais dolorida para aquele outro ser, que por causa disso se irá sentir o mais desprezível à face da Terra: um ser sem eira nem beira, um ser preterido e isolado, sem chão, sem confiança e de baixa auto estima… vivenciando naquele momento e por tempo indeterminado, por vezes com lágrimas, ora silenciosas, ora invisíveis e muitas das vezes escondidas… porque humilhação dói por dentro e tão profundamente, que o humilhador(a)
Jamais consegue enxergar onde estão as feridas que causou.
Grave é ainda, conclusões referidas sobre o quanto o humilhador(a) é capaz de se aperceber se a sua vítima consegue aguentar mais humilhações, aumentando ou diminuindo a sua actuação, ou se deve parar e abandonar a vítima aos seus desesperantes silêncios, à sua solidão mortificante.
Simples formas de agir no quotidiano das pessoas, podem ter como pano de fundo esta panoramica. Teremos de interiorizar que a humilhação (actualmente bullying – mais a nivel de crianças e adolescentes, mas que se verifica em outros estratos), deverá ser combatida introduzindo a todos os níveis mais profundos conhecimentos de cidadania.
17.07.08
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