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sábado, março 08, 2008
DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
Para todas (nós e vós) Mulheres, tenhais a idade que tiverdes, hoje, a minha palavra é para vós. A minha palavra é para vós, tendo o grau de conhecimentos que tiverdes; tendes seguramente o que é inerente a todas as mulheres - ser muito humanas. Quer sejais Avós, Mães, Filhas, sobrinhas, tias, sois Mulheres e como mulheres tendes uma palavra muito significativa a deixar para as vindouras, as nossas continuadoras, porque nós, já as absorvemos das que nos antecederam…
Mulheres! O nosso papel nem sempre tem sido entendido e respeitado pela sociedade em geral, porque sempre fomos um estrato dominado e “escravizado” se a palavra não for demasiado forte… estamos no Século XXI e ainda temos mulheres, quais blocos de cimento, que não têm sensibilidade para ser mulher, a não ser para pôr um colarzito de pérolas ao pescoço e uma risca de batom nos lábios, para se imaginarem mulheres…
Uma Mulher que, como figura pública, com uma vasta responsabilidade no campo do conhecimento e do saber, ousa durante uma entrevista, que deveria ser esclarecedora, não referir a palavra família uma única vez… possivelmente deve estar a pensar que a Escola existe sem que nada a houvera suportado para a sua existência… Uma pessoa que ousa apenas valorizar os seus pontos de vista, como se estivesse a tratar só de coisas e não de pessoas, na minha opinião tem muito que aprender… atenção! Não é ser destituída das suas funções – é aprender! Só se pode ensinar depois de aprender…
A Escola justifica-se porque há família e é na Escola que se promove, pelo aumento do conhecimento e pela divulgação das culturas, a importância da família. Sempre que se tem tentado unir Escola e Família, pela importância que isso representa, sócio-politico-culturalmente, há sempre boicotes… dificulta-se das mais diversas formas, sem que o tenha alguma vez entendido, que os pais acabem sempre por tentar cumprir os seus tempos com as necessidades escolares de seus descendentes… mas acabam penalizados…
Mas Mulheres! Hoje sou Mãe! Hoje sou Avó e continuo a ser professora… agora como voluntária! E que Honra! Podeis crer, mulheres que me estiverdes a ler, que em cada Aluno tenho um Amigo! Quereis saber o segredo? Pois bem! Um professor é um comunicador. Um professor é o coadjuvante dos pais, na vertente que lhe cabe, alargar o conhecimento no âmbito da ciência, porque o papel dos pais é o de educar dando amor.
Mulheres! Minhas pares nesta luta do dia a dia, tentem mostrar que o Amor é a arma mais invencível que existe. Ensina-se com amor, pinta-se com amor, escreve-se com amor, e só a partilha e a cumplicidade com amor permitem que se avance num progresso constante e consistente. Já temos ouvido falar de empresária de sucesso… pois foi com todo o seu amor que alcançaram a sua meta.
Mulheres! Homens! Todos!!! Hoje, porque teria mesmo de ser hoje, reúnem-se muitos milhares de professores, para um protesto, que tem como origem, os males entendidos expressos por quem dirige um dos ministérios mais importantes do nosso país – o Ministério da Educação!
Muitos pontos deveriam ser discutidos, porque o que está, fundamentalmente em causa, é o conhecimento e não a constante proposta de desvalorizar o saber em favor do “canudo”.
Muitos pontos deveriam ser tidos como pontos principais, em vez de dar ênfase a uma forma robótica de avaliar pessoas… Estou de acordo com a avaliação! Mas avaliemos seres humanos e não coisas!!! Dêem-se condições para avaliar e não se eliminem direitos para mostrar que se tem razão! Proporcionem-se veículos de melhorar o conhecimento sem deixar o medo como pano de fundo. Ofereçam-se incentivos (o mais insignificante elogio é uma arma poderosíssima para apoiar o progresso) até funciona com os animais ditos irracionais…
Não se desenraízem as pessoas, porque em Sociologia aprende-se que o homem é um animal gregário e a problemática dos mecanismos dos “in group” e dos “out group” tem sempre de ser levada em consideração… não queiramos esquecer constantemente o que outros conhecedores anteriores nos tentaram explicar. Se olharmos para a Pirâmide de Maslow poderemos entender melhor o que somos dentro de onde nos enquadramos: PESSOAS!
Amigas! Empatia é um estado mental em que a pessoa se identifica com outra ou se sente na mesma condição psicológica. (neste momento tenho muita dificuldade numa identificação com alguém que me parece estar longe de toda esta realidade);
Que este dia Internacional da Mulher traga a cada uma de nós um pouco de compreensão e Amor, para ajudar aqueles cujas capacidades não estão tão evidentes…
08.03.08
sábado, janeiro 12, 2008
DEAMBULAÇÕES DO PENSAMENTO
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A escuridão penetrou pelas trevas recortadas em anil alaranjado, qual bordado imaginado pela Natureza, anunciando a hora crepuscular.
A grandeza do momento foi o momento em que a vida se recostou no rio e adormeceu…
O entardecer é assim o tecido onde nos envolvemos no momento em que nos separa o é do nada, o momento de fragilidade que todavia se continua a tentar avaliar… e que se esvai na imensidão do infinito que é o além, onde se espraia a morte sem quaisquer interpretações…
E quanto mais ponderamos na morte, mais incertezas pairam na existência. A incerta e insegura existência que nos permite deambular entre trocas e encontros desencontrados, em tempos desacertados mas distintos… que aumentam a diminuição do nosso tempo de vida…
12.01.08
sexta-feira, novembro 16, 2007
AMOR?!

Apareci. Fruto de um acontecimento que foi o acto sexual entre os meus pais. Fui desejada, disseram-me. Dois anos depois de se casarem apareci.
Ensinaram-me um montão de coisas. Eu aprendi. Falaram-me de amor e que tudo era fruto do amor.
Hoje pergunto-me se teriam razão. Amor!
Pois, o amor é um casaco de Inverno, cheio de peles, para manter quente a quimera da vida.
Hoje pergunto-me o que é realmente o amor e só encontro uma resposta – nada!
Usei o amor para aprender. Hoje que sei eu? Nada!
Usei o amor para com os que me foram rodeando no decorrer dos anos, mas em suma, nunca ninguém o aceitou. Tudo resultou em nada…
Amei. Amei com todo o fulgor da adolescência, mas foi um amor proibido…de sempre para sempre, porque um dia morreu…
Dei amor, para superar a lacuna da adolescência, mas aí, também falhei…
E uma mão cheia de tudo foi nada…
Hoje, julguei ter encontrado, finalmente, onde aplicar o que havia aprendido outrora sobre o amor… mas de novo o nada submergiu em todos os nadas e mostrou-me quanto inútil é amar: - um nada!
E olho em volta e o que vejo? Rua, carros, luzes e gentes que daqui para acolá andam nas suas lides e de novo surge a pergunta – para que serve tudo isto? – Para nada!
Então, o tal amor de que tanto me falaram, de nada tem servido durante todo o percurso da minha existência…
Já não o posso reclamar de meus pais; já não o posso reclamar daqueles que me falaram dele; já não posso provar-lhes quão inútil foi o terem-me ensinado que para haver felicidade, tem de haver amor…
Falámos disso e sobre isso muitas vezes. Decidimos escrever sobre o tema e uma pantomina de inutilidades escorreu das nossas canetas, do nosso teclado, da nossa imaginação… Não queres amar, não ames, mas amas o que não te serve para nada… e eu amo e perco o pensamento em justificações, para encontrar o que nada significa para nos mantermos vivos… Vivos? Não sei!
Não sei mesmo nada!!!...
Ensinaram-me um montão de coisas. Eu aprendi. Falaram-me de amor e que tudo era fruto do amor.
Hoje pergunto-me se teriam razão. Amor!
Pois, o amor é um casaco de Inverno, cheio de peles, para manter quente a quimera da vida.
Hoje pergunto-me o que é realmente o amor e só encontro uma resposta – nada!
Usei o amor para aprender. Hoje que sei eu? Nada!
Usei o amor para com os que me foram rodeando no decorrer dos anos, mas em suma, nunca ninguém o aceitou. Tudo resultou em nada…
Amei. Amei com todo o fulgor da adolescência, mas foi um amor proibido…de sempre para sempre, porque um dia morreu…
Dei amor, para superar a lacuna da adolescência, mas aí, também falhei…
E uma mão cheia de tudo foi nada…
Hoje, julguei ter encontrado, finalmente, onde aplicar o que havia aprendido outrora sobre o amor… mas de novo o nada submergiu em todos os nadas e mostrou-me quanto inútil é amar: - um nada!
E olho em volta e o que vejo? Rua, carros, luzes e gentes que daqui para acolá andam nas suas lides e de novo surge a pergunta – para que serve tudo isto? – Para nada!
Então, o tal amor de que tanto me falaram, de nada tem servido durante todo o percurso da minha existência…
Já não o posso reclamar de meus pais; já não o posso reclamar daqueles que me falaram dele; já não posso provar-lhes quão inútil foi o terem-me ensinado que para haver felicidade, tem de haver amor…
Falámos disso e sobre isso muitas vezes. Decidimos escrever sobre o tema e uma pantomina de inutilidades escorreu das nossas canetas, do nosso teclado, da nossa imaginação… Não queres amar, não ames, mas amas o que não te serve para nada… e eu amo e perco o pensamento em justificações, para encontrar o que nada significa para nos mantermos vivos… Vivos? Não sei!
Não sei mesmo nada!!!...
04.11.07
quinta-feira, novembro 15, 2007
CONVERSA COM A MORTE

Sentei-me na mesa do canto. Pedi um café e encetei o diálogo/monólogo com o amigo do meu avô. Tal como ele havia feito há umas décadas, estava em frente a Fernando Pessoa, no Café Martinho da Arcada, com o caderno de muitas folhas escritas...
O meu avô e Fernando Pessoa, com os seus cafezinhos, com os seus blocos e os seus instrumentos de escrita, iam dedicando às suas amadas, os poemas que fluíam como águas límpidas, em fontes naturais.
Com curiosidade quis saber porquê ambos escreviam, isto porque de ambos li poemas lindos e porque escrevo, mesmo sem sentido, umas palavras que sobraram para mim. Saber porquê os outros escreveram deixa-me apreensiva. Será que a razão é a mesma?
Sábia, filosófica e inédita veio a resposta “ A escrita é a expressão mais eloquente do revelar o que se sente e que os outros não entenderiam se falássemos e que mais tarde, quem vier a ler-nos, irá desmultiplicar o significado e a quem dedicámos a nossa escrita, possivelmente, achá-la-ia despropositada se a lesse dentro da actualidade desse momento…”
À nossa mesa sentou-se a Morte. Deles já tomara conta há muito. De mim, aguardava o momento decisivo…
Assim conversámos. Três épocas. Três estádios diferentes com um elo de ligação comum – a escrita.
A Morte sempre escreveu. Escreveu sobre o adeus, a saudade e a desilusão, porque a vida lhe foi dando o mote… Fernando Pessoa, filosofou sobre o ser que era e os que o rodeavam. Escreveu para fazer pensar. Mas a Morte dizia que eu escrevia a copiar os seus sentires e a usar as suas palavras… como se as palavras não fossem de todos nós…
Tive de confessar à Morte que só o amor era cúmplice da minha escrita; escrevia o que o amor ditava e se ditava desditas, pois então, eram essas as minhas expressões…
A Morte não quis falar de morte. Disse que se viera sentar-se à nossa mesa, fora para falar de vida. Vida ou tempo que nos separa da morte… Fernando Pessoa falou desse tempo e como eu era vida, devia vivê-la com os sonhos que comandam a vida… tinha de a viver porque escasseava o tempo que me restava…
A Morte falou dos meus amores. Disse que quem partira, havia partido em outros rumos e quem ficou, ficou à espera que esquecesse quem fora…
Tontarias da Morte! Quem está não estará. Quem amo é alma prisioneira de outras gaiolas; é pássaro canoro de outras floresta… eu nem direito tenho a separar o que foi do que é, porque o que foi deixou a eterna ilusão de ser o ideal… quem está, questiona quem é e o que é o amor… ainda mantém a total confusão dos sentimentos… de braços abertos vai esperar a divindade de quem recebe inspiração…
Deixei soltar uma lágrima. Como seria sentir palpitar no peito a emoção de escutar uma frase doce?…
Senti a carícia acolhedora da Morte como que incentivando a força que eu já não tinha… Ouvi nitidamente uma voz sussurrar bem perto de mim “beija o teu sonho como se fora a última vez que sonhavas…” Aí, levantei a cabeça, poisei a caneta e reparei que sonhara mesmo e que em outras mesas havia pessoas com sorrisos maliciosos…
12.11.07
O meu avô e Fernando Pessoa, com os seus cafezinhos, com os seus blocos e os seus instrumentos de escrita, iam dedicando às suas amadas, os poemas que fluíam como águas límpidas, em fontes naturais.
Com curiosidade quis saber porquê ambos escreviam, isto porque de ambos li poemas lindos e porque escrevo, mesmo sem sentido, umas palavras que sobraram para mim. Saber porquê os outros escreveram deixa-me apreensiva. Será que a razão é a mesma?
Sábia, filosófica e inédita veio a resposta “ A escrita é a expressão mais eloquente do revelar o que se sente e que os outros não entenderiam se falássemos e que mais tarde, quem vier a ler-nos, irá desmultiplicar o significado e a quem dedicámos a nossa escrita, possivelmente, achá-la-ia despropositada se a lesse dentro da actualidade desse momento…”
À nossa mesa sentou-se a Morte. Deles já tomara conta há muito. De mim, aguardava o momento decisivo…
Assim conversámos. Três épocas. Três estádios diferentes com um elo de ligação comum – a escrita.
A Morte sempre escreveu. Escreveu sobre o adeus, a saudade e a desilusão, porque a vida lhe foi dando o mote… Fernando Pessoa, filosofou sobre o ser que era e os que o rodeavam. Escreveu para fazer pensar. Mas a Morte dizia que eu escrevia a copiar os seus sentires e a usar as suas palavras… como se as palavras não fossem de todos nós…
Tive de confessar à Morte que só o amor era cúmplice da minha escrita; escrevia o que o amor ditava e se ditava desditas, pois então, eram essas as minhas expressões…
A Morte não quis falar de morte. Disse que se viera sentar-se à nossa mesa, fora para falar de vida. Vida ou tempo que nos separa da morte… Fernando Pessoa falou desse tempo e como eu era vida, devia vivê-la com os sonhos que comandam a vida… tinha de a viver porque escasseava o tempo que me restava…
A Morte falou dos meus amores. Disse que quem partira, havia partido em outros rumos e quem ficou, ficou à espera que esquecesse quem fora…
Tontarias da Morte! Quem está não estará. Quem amo é alma prisioneira de outras gaiolas; é pássaro canoro de outras floresta… eu nem direito tenho a separar o que foi do que é, porque o que foi deixou a eterna ilusão de ser o ideal… quem está, questiona quem é e o que é o amor… ainda mantém a total confusão dos sentimentos… de braços abertos vai esperar a divindade de quem recebe inspiração…
Deixei soltar uma lágrima. Como seria sentir palpitar no peito a emoção de escutar uma frase doce?…
Senti a carícia acolhedora da Morte como que incentivando a força que eu já não tinha… Ouvi nitidamente uma voz sussurrar bem perto de mim “beija o teu sonho como se fora a última vez que sonhavas…” Aí, levantei a cabeça, poisei a caneta e reparei que sonhara mesmo e que em outras mesas havia pessoas com sorrisos maliciosos…
12.11.07
quinta-feira, agosto 23, 2007
“HOJE, SEMPRE…”
Hoje, assim como ontem, continuo a questionar-me porquê sinto tanta curiosidade em conhecer a comunidade humana onde estou inserida. Questiono sobretudo os valores que movem cada pessoa a estar ou a ser como é ou está.
Obviamente, a minha curiosidade não infere na forma como agem e reagem, mas sim, aguça a minha procura no desvendar das causas que as leva a proceder desta ou daquela maneira.
Podes achar ridícula esta minha pretensão, mas, apenas me martela o pensamento e isto desde que me lembro de mim… há tanto tempo…
Por tudo o que tenho estudado e pelo que leio, vou extraindo conclusões, mas, são minhas e nada me certifica serem verdadeiras.
Contemplo a verdade, como se esta fosse a mais esguia e incomensurável torre, de uma qualquer Catedral, em um qualquer canto do mundo. Mas a verdade nem sequer é verdade, conforme a aprendemos aquando crianças, para nos obrigarem a relatar, sem omissões, o que ia pelas nossas almas… até havia que confessar confidencialidades do nosso pensamento, sob pena de não vivermos em pecado…
Mas voltando à minha contemplação – verdade – não posso deixar de sorrir, porque, por mais bela que pareça a palavra, nada significa, a não ser o que nós queiramos. A minha verdade não é a tua, nem a tua é a minha ou de qualquer outro ser, mesmo daqueles com quem convivemos mais assiduamente. Eventualmente, pode existir mais um, dois ou mil, em que a mesma verdade os bafeje, mas nem por acaso se cruzarão uns com os outros.
A verdade é a utopia com que nos embriagamos, para que a nossa imaginação crie imagens de felicidade, que não é senão outra utopia.
Verdade e felicidade, imaginamos nós, são ingredientes (utópicos) para que vivamos bem (felizes) …
Ainda outra palavra que angustia a nossa existência, é a palavra omissão. Não passa de uma forma falsa de faltar à verdade…
Não queria, propriamente chamar-te, descaradamente, omisso, mas não encontro nada que possa substituir… e essa forma de estar, que ultrapassa a minha capacidade de entender-te, faz-me amar cada vez mais e com mais dedicação, a pesquisa da formula (secreta) para te esquecer…
Quantas vezes, a nossa verdade é uma afronta para quem se vê dentro de outros parâmetros…
Talvez a minha verdade seja tão despropositada que nem mereça ser observada e dado isso, a tal pesquisa da formula secreta, seja desnecessária, pois o que não tem razão de existir, inexistente é…
Tão importante quanto a palavra, é o gesto. Mas este também pode ser traduzível, conforme o interlocutor… o mais afável gesto, pode estar a omitir o seu verdadeiro significado tal como um gesto amoroso pode esconder mil e uma formas enganadoras… muito embora o Homem seja um animal gregário, inventa sempre uma maneira ardilosa de ser pouco ortodoxo no seu relacionamento com o seu semelhante…
28.07.07
domingo, julho 15, 2007
“COMO OS ANOS NOS FAZEM PENSAR”
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Não te envaideças pelo facto de seres a razão de todos os meus pensares. Não interiorizes que isso continua a dar-te o direito de me fazeres acreditar em tudo o que desejas que eu acredite. Nem tão pouco em continuar a aceitar que me consideres a “coisa velha” a quem se pode desfeitear, porque algo mais novo e viçoso te preenche em todas as tuas vertentes e te faz activar todas as tuas pulsões.
Nunca queiras chegar a velho, porque os mais novos, hão-de fazer chalaça de ti, vão dizer que estás fora de prazo, vão espoliar-te tudo o que de bom lhes sirva e depois riem e vão-se… os mais velhos que tu, esses, eternos insatisfeitos, vão achar que toda a atenção que lhes deres é insuficiente e vão fazer-te sentir sempre em dívida para com eles… de geração em geração tem sido sempre assim…
Mas não é tudo. Com a idade, vão chegando novas formas de se apreciar o mundo que nos rodeia. Vamos amando de uma forma intensa e acalorada, em que nem sempre o físico está presente… e quando está, um toque, uma festa, um beijo, são impulsionadores de fortes orgasmos, como os de enérgicos momentos de sexo… É mais belo. Uns anos mais tarde, recordá-lo-ás e, até possivelmente, me darás razão… por isso deixei de pensar que há um “timing” próprio…
Há contudo factores que podem ser inibidores. As tais éticas que se constroem para se controlarem uns aos outros… e para se chegar a um grande amor, é preciso haver partilha e cumplicidade, sem compromissos… Muitas vezes, são os compromissos (da mais diversa índole), os agentes castradores da evolução de um grande amor…
Estou a ser desgastante, não é verdade? Estás a pensar que todas estas reflexões apenas são justificação para “isto” ou “aquilo”, mas não. Com estes fragmentos de pensares, apenas quero alertar que a forma mesquinha com que se analisa este ou aquele acontecimento, mesmo os de vida amorosa, são manipulados pelas opiniões das várias correntes da filosofia bem como das várias correntes religiosas. Não estou a dizer que as condeno. Não as absorvo na totalidade. Aceito-as porque foram formas encontradas para refrear os impulsos menos comedidos, ao longo da longa história da humanidade…
15.07.07
Nunca queiras chegar a velho, porque os mais novos, hão-de fazer chalaça de ti, vão dizer que estás fora de prazo, vão espoliar-te tudo o que de bom lhes sirva e depois riem e vão-se… os mais velhos que tu, esses, eternos insatisfeitos, vão achar que toda a atenção que lhes deres é insuficiente e vão fazer-te sentir sempre em dívida para com eles… de geração em geração tem sido sempre assim…
Mas não é tudo. Com a idade, vão chegando novas formas de se apreciar o mundo que nos rodeia. Vamos amando de uma forma intensa e acalorada, em que nem sempre o físico está presente… e quando está, um toque, uma festa, um beijo, são impulsionadores de fortes orgasmos, como os de enérgicos momentos de sexo… É mais belo. Uns anos mais tarde, recordá-lo-ás e, até possivelmente, me darás razão… por isso deixei de pensar que há um “timing” próprio…
Há contudo factores que podem ser inibidores. As tais éticas que se constroem para se controlarem uns aos outros… e para se chegar a um grande amor, é preciso haver partilha e cumplicidade, sem compromissos… Muitas vezes, são os compromissos (da mais diversa índole), os agentes castradores da evolução de um grande amor…
Estou a ser desgastante, não é verdade? Estás a pensar que todas estas reflexões apenas são justificação para “isto” ou “aquilo”, mas não. Com estes fragmentos de pensares, apenas quero alertar que a forma mesquinha com que se analisa este ou aquele acontecimento, mesmo os de vida amorosa, são manipulados pelas opiniões das várias correntes da filosofia bem como das várias correntes religiosas. Não estou a dizer que as condeno. Não as absorvo na totalidade. Aceito-as porque foram formas encontradas para refrear os impulsos menos comedidos, ao longo da longa história da humanidade…
15.07.07
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