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segunda-feira, março 01, 2010

ÀS VEZES PENSO


Há coisas engraçadas ou talvez seja eu que já ando a ver e a ouvir demais. Ora se não estou em erro, o Bloco de Esquerda propusera que fosse criada uma comissão parlamentar de inquérito, para que fossem apuradas quaisquer possíveis interferências do Governo relativamente ao negócio da PT e TVI. Nessa altura o PSD recusou a proposta (até parecia que estava a ser proposto algo de estranho).

Contudo, posteriormente, veio a mudar de ideias, avançando com uma proposta absolutamente igual para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito, com a mesma finalidade – apurar se houve interferência do Governo no negócio PT/TVI. Possivelmente na tentativa de fazer desviar as atenções de um outro recuo: o de ter deixado cair um dos principais argumentos que utilizou em campanha, (que possivelmente utilizou para alcançar mais votos), que foi o fim do pagamento especial por conta pelas médias e pequenas empresas.

Não está em causa a minha concordância ou discordância no que refere à constituição dessa comissão parlamentar de inquérito, o que quero é pôr em evidencia que uma vez mais, ao votar nestes partidos, que exalam “responsabilidade” por todos os poros prometendo e logo de seguida estes se esquecem do prometido a quem lhes deu os votos e consequentemente o poder que detêm…

A pergunta que me martela a cabeça é a que futuro nos dirigimos com indícios destes, de falta de palavra?

publicado no
Clube dos Pensadores por mim

26.02.10

sábado, janeiro 23, 2010

OS QUE PODEM, OS QUE NÃOPODEM E OS QUE SE ESTÃO LIXANDO

A tragédia que resultou do terramoto do Haiti fez-me pensar que ao observar as pessoas, posso classificá-las como – as que podem, as que não podem e as que se estão lixando.
As que podem são as “afortunadas”. Podem ter formação ou não e habilidade para criar prestígio associado ao bem-estar económico. Tudo lhes corre de feição e não há mal que os faça sentir qualquer contrariedade, pelo menos que alguém se aperceba. Como "podem" em todas as vertentes, não admitem tristezas, não aceitam más disposições e conseguem mentalizar aqueles com quem convivem que podem pôr todas as negatividades de parte, para que os não moleste… ou para não se sentirem “agoniados” com os problemas desses outros, (acho que nem sabem o que é uma dor de dentes…) creio mesmo que esses afortunados não estão sensibilizados para aceitar e perceber a dor dos outros e estão prontos a criticar quem age de forma diferente da sua.
Contudo, dentro desta categoria há pessoas que não são egoístas, que gostam de partilhar e chegam a ser um ombro amigo… Respeitam quem se sente “em baixo”. Têm poder em várias vertentes, mas não se esquecem de respeitar os que não são tão afortunados…
As que não podem, posso dividi-las em tranches, pois aqui há os miseráveis, quer económica quer social e psicologicamente. Não têm força para ultrapassar as dificuldades e lastimam-se constantemente, gostando mesmo de ser “as coitadinhas”. Depois há as de fracos recursos económicos que são as pessoas desafortunadas e há os pobres, que embora tenham parcos recursos, são infelizes porque não sabem gerir as suas emoções nem os seus proventos, as suas revoltas e contrariedades.
As que se estão lixando são a grande maioria, porque aí incluo as que podem e as que não podem. São as desprovidas de qualquer noção de cidadania. Não respeitam o silêncio dos outros, deitam lixo para o chão na via pública, cospem e deitam pontas de cigarro para o chão… riscam e rasgam os assentos nos transportes públicos, riscam paredes e desrespeitam sinais de trânsito; estacionam em qualquer lugar… e teria muitas mais irregularidades para referir, mas todos as conhecemos… isto para não falar de quem nos tem orientado desde há muito e ainda não ter havido tempo para corrigir… como por exemplo Centros de Saúde em segundos andares de prédios sem elevador e de escadas estreitas… pensar em quem tem deficiências físicas, é perder tempo, por isso tudo continua errado…

22.01.10

terça-feira, dezembro 29, 2009

PASSANDO PELO 2009

Está mesmo a chegar ao fim este ano de 2009.
Não posso dizer que tenha sido um ano muito mau, porque dentro de tudo o que foi negativo, eu estou aqui e pronta para me recordar de algumas coisas que não gostei e outras que me deixaram triste, revoltada e desiludida. Claro que poderia referir todos os aspectos positivos, os sucessos e as conquistas, mas tudo o que é positivo deixo para quem goste de elevar os seus próprios feitos.
Não refiro aos problemas causados pelas chuvas e ventos que deixaram destruição à sua volta. A Natureza tem destas coisas.
Mas há situações que para além de me desgostarem provocam-me um sentimento de revolta muito forte, como o que se está a passar com os clientes do BPP.
Este ano que está a findar deixou um sem número de situações que mostram como a cidadania está longe de fazer parte da forma de estar de muitos de nós; durante o ano ouvimos mentiras, ouvimos falar de fraudes, verificaram-se assaltos violentos, houve crimes, ouvimos promessas; ouvimos como mesquinhices e intrigas podem ser perniciosas para o desenvolvimento de todos os sectores de um país que está a tentar sair de uma crise (sua) e na que se viu envolvido por ser um pouco de um todo.
O ano de 2009 não deixa saudades no que respeita ao tratamento para com os professores, sobretudo na pessoa da senhora ex-ministra da educação, que considerei uma pessoa fria e pouco virada a processos de entendimento. A actual ministra tem um ar doce e mostra o que espero ser um espírito de entendimento e respeito para com os professores deste país.
Este foi um ano de eleições. Deixou de haver uma maioria absoluta no Parlamento, mas continuou a verificar-se alguma arrogância e por vezes certos “risinhos nervosos” que me deixam possessa.
2009 Também deixou a pandemia da gripe A, que vai continuar por 2010, o que deixa preocupa.

sexta-feira, junho 19, 2009

DIAS SIFICEIS

Não imagina quem vê o que são imagens distorcidas, sombras fantasmagóricas que se vão chegando a nós quando a visão começa a ser deficiente por causa de cataratas, sobretudo, quando se tem de aguardar por uma oportunidade, não estando dependendo de nós, nem do nosso querer, mas de decisões de quem vê bem e não consegue perceber quanto é difícil uma situação assim. Esta é minha experiência, neste momento e acrescento que me revolta profundamente, deixando bem demarcado que há muita injustiça em casos similares.

Enquanto aguardo, apenas vejo fantasmas em vez de figuras humanas, a deslocarem-se ante mim.

Vou desperdiçando o meu tempo uma vez que não posso ver para executar a maior parte das coisas que gosto e sei fazer… até para marcar um simples número de telefone tenho de usar uma lupa…. Já idealizaram há quanto tempo estou a escrever estas linhas? Não contabilizem! Chamavam-me louca e nem acreditariam…

Foi-me prometido para a próxima segunda-feira uma decisão e, que aceitarei ou não, dependendo do que for proposto. Estou no direito de recusar, sabendo que há alternativas mais fiáveis para mim.

19.06.09

terça-feira, janeiro 27, 2009

ROTINA

Todos os dias acordo. Interessante! Ainda não tinha dado bem por isso, mas é assim. Depois sucedem-se os depois que fazem parte da rotina a que me sujeito há uma carrada de anos. Há o duche, há os dentinhos e o ouvir as notícias, primeiro na mini-telefonia a pilhas e mais tarde na televisão… É a minha rotina, tal como comer as minhas torradinhas logo pela manhã, ou vestir umas cuecas de cor diferente em cada dia… mas não há cor definida para cada dia…
Mas há uma coisa que me anda a preocupar e que não me diz respeito só a mim. Parece-me que todo o mundo anda a sofrer do “síndrome” da rotina…
Há uns meses que entrou em rotina abordar-se o tema Ministério da Educação e professores… que praga! É tempo desse célebre Ministério entender que os tais objectivos deveriam ter outras características, que as avaliações de professores não se comparam a cultivares (variedades) de arroz ou às diferenças entre milho e milho híbrido… é tempo de se entender que uma carreira de professor não se assemelha à do merceeiro…
Há! Mas não ficamos por aqui com as rotinas, sobretudo as que os “masse media” nos presenteiam até à exaustão: A crise! As múltiplas crises… (mas temos de reconhecer que a crise social em que se está a cair, é preocupante) e para que não fosse de todo falta originalidade, voltou-se à já cansativa noticia sobre o Freeport. Há seguramente algo que não está bem certinho, pois se assim fosse, não tinha havido a polémica que houve no tempo passado, bem como para a ponte Vasco da Gama… Claro que a Natureza não diz nada aos nossos dirigentes, eles nem fazem parte dela…
Mas a minha rotina não acaba aqui… há outro cerimonial que não posso deixar de cumprir diariamente… há pelo menos quatro blogues que tenho de ler todos os dias: O Clube dos Pensadores - são deliciosas as criticas sofisticadas e as liçõezinhas, as chamadas de atenção que parece que ninguém liga ou talvez não percebam. Depois vou ver se há novidades no Sombras de Mim e antes de passar uma vista de olhos pelos meus, vou deleitar-me com o Caderno da Alma e meditar um pouco com aquela prosa poética que me encanta…
Será que almoçar todos os dias não é uma rotina? Pois! Mas pensando naqueles que não podem ter almoço diariamente, recordo as múltiplas situações que fazem dessa rotina, uma não rotina…
Será que não caiu na rotina o esquecimento que se tem pelas zonas do interior, favorecendo as da costa? Rotinas! Temos de tentar não cair na rotina!

27.01.09

segunda-feira, novembro 10, 2008

I HAD A DREAM…

Pois é verdade, tive um sonho, mas já acordei há bastante tempo… Por muito estranho que possa parecer, sonhos todos temos, só que alguns têm sonhos de maquiavelismo, com o fim de fazer de conta que estão a fazer um “papelão” mas apenas estão a fazer o seu “papel”…
No meu sonho havia já sido eliminada a prepotência, a arrogância, a intransigência, a teimosia… a outros atributos que são característica de incompetências e de formas de fazer de conta que se é muito bom. Mas ao ter acordado há tanto tempo do meu sonho, constatei que na realidade todo o meu sonho não passara de sonho.
Hoje muito bem acordada e depois de ter amadurecido os meus pensamentos no que respeita à manifestação dos senhores professores, com a qual estou de pleno acordo, tenho de concluir que há aqui qualquer coisa que transcende as nossas mentes… será que o QI deixou de ser levado em consideração para aqueles que têm de exercer cargos de tão elevada nobreza?
O professor tem uma tarefa sumamente importante na transmissão de conhecimentos e formação geral, daqueles a quem dedica a sua actividade. Mas o docente é um ser humano. Não é possível exigir mais a um ser humano do que o que for para além das suas capacidades vitais.
A tarefa de um docente é ensinar, ou seja, transmitir conhecimentos. Ora os conhecimentos têm de ser actualizados constantemente, por isso a tarefa dos professores é cansativa, trabalhosa e plena de responsabilidade. Não se pode deixar para depois, porque as mutações são constantes e por isso as actualizações também. Mas ainda há factores de sobremaneira importantes que devem ser considerados. Um docente respeitando a sua actividade, encara as suas turmas como um aglomerado de seres humanos como ele, e por tal tem de adaptar a sua forma de transmitir esses conhecimentos, estudando os seus alunos e qual a melhor forma de os sensibilizar para as matérias que lhes está a ministrar. Além disso ainda é interessante a tarefa de adaptar as matérias dos manuais às realidades de receptividade dos alunos, sejam elas quais forem e sejam quais forem as suas idades, e/ou o meio onde estão inseridos e todas as outras condicionantes existentes, nesta transmissão de conhecimentos.
Para casar o meu ponto de vista com as realidades actuais, li o Decreto-lei nr.15/2007 (II), Atgº 44º - Processo de avaliação do desempenho – a consultar em
http://avaliacaodesempenho.te.pt/. A minha opinião é que há demasiada burocracia e perda de tempo para se constatar a realidade dos factos – interessar as crianças e os jovens na actividade de aprendizagem. O ir à escola tem de ser um acto de prazer e não uma “estopada” quer para alunos ou docentes. Outro, porque não outros aspectos a ter em linha de conta, é o facto de não se poder ser completamente imparcial numa avaliação dentro destes moldes. Sejamos coerentes. O grau de insatisfação já atingiu um patamar que não permite imparcialidades. O jogo posto a circular de que uns querem e fazem e outros não, é para dividir, para comandar.
Sem querer ser demasiado longa, ainda acrescento que no processo de avaliação de desempenho, cada docente deve apresentar evidências do desenvolvimento do seu percurso profissional… muito vago! Foram dados instrumentos suficientes aos docentes até à data, para que com toda a seriedade pudessem fazer essa sua auto-avaliação? Há percursos, variáveis e revezes que nunca poderão ser equacionados com toda a limpidez… Vamos reflectir para sermos imparciais na forma de ajuizar e opinar.

10.11.08

sexta-feira, novembro 07, 2008

ONDE LI: No Portal da Educação


Passeando pelos blogues onde posso recolher algo que satisfaça a minha curiosidade, cheguei ao Portal da Educação. Bem, será que é mesmo verdade ou pura propaganda? Não condiz nada com o que tenho ouvido por parte dos senhores docentes… Alguém anda a mentir… mas os professores são muitos… combinaram assim tão bem o que iriam dizer?
Não resisto em transcrever o que lá li, o que pode ser constatado por quem consultar o sitio
http://min-edu.pt/np3/2805.html - “Processo de avaliação docente avança em todas as escolas
O processo de avaliação docente está a avançar em todas as escolas, de acordo com a informação da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação.
Desmentem-se assim as alusões, contraditórias entre si, em jornais diários de hoje, a suspensão, adiamento, atraso ou interrupção do processo de avaliação”.
Creio que se está a atravessar uma crise, também neste sector. Impera o bullying entre os alunos e muitas vezes entre os professores. O burnout também tem vindo a tomar conta de muitas atitudes que não deveriam ser tomadas… A culpa está no stress e o stress é a consequência de vários factores, como a insegurança (económica, social e muitas vezes emocional).
Voltando a ler o fragmento que transcrevi, parece-me ter como finalidade dividir opiniões. Dividir para reinar. É um método muito velho e bem conhecido por quem já tenha muitos anos…
Creio que já chega de estratagemas para esconder incompetências. Sejamos adultos e pensemos antes de deixarmos que ideias pouco produtivas anulem a boa vontade de quem gosta do que faz.

04.11.08

Isabel carmo

sexta-feira, outubro 31, 2008

NÃO DÁ PARA PERCEBER…


Às vezes contam-nos coisas que achamos insólitas, porque até parece que nos estão a contar anedotas… mas não! Posso dizer que se passou comigo, aqui vivinha, que nem vão acreditar…
A 25 de Julho de 2008, finalizei um ciclo de aplicações de radioterapia no Cérbero. Após a sessão seguiu-se uma consulta onde foi marcada uma consulta para apreciação de exames a fazer. Consulta essa marcada para 30 de Outubro às 14H00. Até aqui tudo bem, e sem quaisquer contestações. Uma semana antes da data prevista para a referida consulta, para lembrar a mesma, foi-me enviado um MSN, ao qual bastaria responder sim ou não. Perfeito! Respondi sim, até que já haviam sido feitos todos os exames prescritos e cujos resultados seriam apreciados na dita consulta e numa outra posterior, a realizar em outro centro hospitalar.
Dois dias antes da famigerada consulta, voltei a receber um novo MSN, com a mesma lenga-lenga. Liguei para o número opcional, pois poderia ter acontecido não terem recebido o “sim” anterior. Depois de dar a volta pelos números todos, que respeitam a diversos departamentos e consultas, lá cheguei a um que ao cabo de uns minutos me permitiu falar com um senhor, muito simpático, que me explicou que as mensagens apenas serviam para avivar a memória dos pacientes. Não necessitava mais nada.
Agora começa a odisseia…
No impresso de marcação da referida consulta, pede para que estejamos meia hora antes da hora da marcação.
A chuva, o vento e um friozinho pouco agradável, fizeram-me chegar apenas cinco minutos antes da hora marcada; apresentei ao balcão o impresso da marcação e mandaram-me sentar, pois chamar-me-iam logo que fosse para a consulta.
A minha rejeição àquele local é superior à minha vontade. Dentro de mim desfaço-me em lágrimas e sinto um terror incomensurável no caso de ter de voltar a transpor aquela porta vermelha…
Uma hora depois, portanto 15H00 chamaram-me ao balcão para reconfirmar a minha presença. Voltaram a mandar-me sentar. Chamar-me-iam quando fosse para ir para a consulta…
Às 15H35 voltaram a chamar-me. Não para a consulta. A explicação é que havia um lapso com o nome do médico a atender-me. Iam à procura de uma médica que estaria a almoçar, por isso, que voltasse a esperar…
Dezasseis e cinco minutos! Dirijo-me ao balcão e pergunto se a médica ainda estaria a almoçar… Nada disso! Não se sabia. Um outro médico que procede ao acompanhamento dos doentes em sessões de radioterapia ver-me-ia, pois que eu já estava à espera havia muito tempo…
Um amor de senhor, sem dúvida, que pediu vezes sem fim desculpa. Mas a verdade é que ele não tem culpa nenhuma.
A explicação que me deu este médico e muito bem dada é resultante do programa informático que os médicos têm de accionar para marcar a próxima consulta. Claro que aceita a data! Mas o problema é outro. Na data que o programa assume, nem está esse médico nem essas consultas são nesse horário… Vá-se lá entender que programas informáticos são estes…
E com uma angústia sem medida, com uma dor que nem sabia de onde provinha, vim embora, com a única consolação… cognitivamente não fora afectada…

30.10.08

sábado, agosto 16, 2008

A PENSAR…

Se não me doesse a cabeça, possivelmente escreveria um texto longo… longo que teria de contar as palavras para não ir além do que é permitido pelo bom senso. Nunca se deve abusar da paciência e boa vontade dos leitores… muito embora isso não tenha qualquer significado no que respeita a ser comentado o trabalho que se apresenta… claro que a justificação que recebi, é o facto de nada haver a acrescentar… eu diria, preguiça de pensar em uma resposta… Vem de lá a “cusquice”, a “ratadela”, mas escrever meia dúzia de “tretas” para se perceber que o trabalho que fizemos foi lido, isso dá muito trabalho…
Estou precisamente a lembrar-me dum trabalho que li no Blogue do Clube dos Pensadores, cujo título era Pensar Alto, da autoria de Joaquim Jorge e que apenas teve um comentário… não acredito que apenas uma pessoa tenha lido esse texto…
Começava por dizer o autor que a política deveria ser para servir os cidadãos e realizar os seus sonhos… mas que percebem os políticos de sonhos? Admito que nunca pensaram que, comer um simples prato de sopa, pode ser um acto político… Como é que os políticos podem realizar os sonhos dos seus concidadãos, se não vasculham bem quais as suas opiniões sobre certos assuntos que são do interesse comum? Ou quais são as sua preocupações fundamentais? Alimentam sim, o faz de conta, com algumas notícias bombásticas, como por exemplo a o desemprego estar e diminuir… Ninguém escuta ninguém e o importante é impor o que previamente é decidido entre as quatro paredes de um gabinete… sejam quais forem as consequências…
Há ingredientes que são essenciais para que os políticos sejam levados a sério e que as suas directivas sejam credíveis. É necessário respeitar para que se seja respeitado. Empinar o nariz e dizer que é assim, não leva a lado nenhum. Milhentas pessoas vão fazer exactamente o oposto… Quando se manda, é preciso saber mandar… e nem muita gente o sabe fazer em plena consciência. A partilha e a cumplicidade são ingredientes que têm de fazer parte dos que nos dirigem, para que possam ser ajudados a cumprir as suas decisões coerentemente e atempadamente, para que se possa interiorizar e entender bem o que é pretendido e quais as finalidades.
Claro que todos entendemos a conjuntura internacional e os respectivos problemas económicos, mas como há sempre possibilidade de serem feitas previsões, deveriam os pequenos investidores ser honestamente informados dos riscos que, eventualmente, podem correr, evitando assim de serem perdidos alguns fundos que as pessoas idealizavam ter como economias… é um detalhe insignificante, mas produziria o efeito de confiança nos cidadãos deste país.
Uma outra frase que me tocou foi aquela que diz termos na vida duas opções – ver passar a vida ou tentar alterá-la… Pensem! E façam as vossas opções. Mas, digam… gostamos sempre de sabem o pensam os nossos patrícios.
Hoje fico por aqui… amanhã há mais.

15.08.08
VER: CLUBE DOS PENSADORES

sexta-feira, junho 20, 2008

IRREFLECTIDAS COGITAÇÕES


Parei. Tudo parou em meu redor. Sinto-me como que atordoada como se tivesse sofrido uma pancada forte na cabeça. Sinto-me às vezes desta maneira, sem que isso queira dizer que estou deprimida… mas se calhar até estou…. Mas na verdade o que estou é triste.
Perguntaste-me porque havia escolhido o deserto para caminhar e eu respondi-te que no deserto não deixamos peugadas… e sempre esses porquês! Porque… porque não estava interessada em ser seguida… e tu segues-me e persegues-me por toda a parte…
Detesto gente intrometida e tu primas por sê-lo. Perguntas onde estou, onde vou, com quem estou ou de onde venho ou com quem estive… não queiras saber mais do que aquilo que pretendo dizer…
Essa justificação é mesmo tendenciosa… então é por gostares muito de mim que queres saber tanto?... Isso é treta! Sabes? não acredito em nada disso.
Em todo o meu interior choro, são rios e rios de lágrimas que se esgotam dentro de mim. É a tal tristeza que não sei definir, sinto-me como se chorasse pela minha perda.
Se ao menos não houvesse a pessoa errada, se ao menos pudesse gritar que aquela lápide é a nossa e não a de desconhecidos… amar assim, tão infinitamente, quem nem repara que estamos do outro lado da rua… por isso penso que todo o trajecto pelo deserto foi em vão…
Será que vou resistir a mais esta prova? Essa é a pergunta que faz latejar a minha testa e para a qual nem tu nem ninguém encontra resposta… mas talvez baste dizeres, de lá dos confins da minha memória, que estarás comigo… mesmo nesta distância incomensurável…


20.06.08

sábado, março 01, 2008

Há que louvar o que merece ser louvado!


Há que enaltecer o que realmente merece ser enaltecido e não economizarei palavras para o fazer, no que respeita aos assuntos que abordarei de seguida:
1. As avarias constatadas nos aparelhos, que assistem as pessoas com enfermidades cuja terapia obedece a programas de radioterapia, promoveram alterações nos ritmos a que técnicos, médicos e até doentes a cumprir estes programas estavam obrigados.
Máquinas são maquinas e falhando, arrastam tudo e todos para
sobrecargas indesejáveis;
2. Foram tendo solução escalonadamente e, ao cabo de uma semana todo estava correndo quase como desejável, não como tal, porque para que os enfermos não ficassem em défice negativo nas suas tomas de radioterapia, houve necessidade de abrir um programa para este sábado 01 de Março… onde estarei integrada…


Agora terei de louvar os professores deste país.
Confesso que será difícil escolher o “trigo do joio”, mas a verdade é que nunca se poderá atribuir a todos a qualidade de joio…. Quando isso jamais corresponderia a uma verdade… Sejamos honestos pelo menos uma vez na vida e não façamos do acto de ensinar uma simples troca comercial, porque é muito mais, aliás não tem equiparação nenhuma…
A ignorância é muito atrevida! Até há professores que ousam falar sobre coacção psicológica, quando, coitados! Estão tentando defender “um aconchego”… Penso que para ser professor, há que ser bem formado conscientemente e muito conhecedor da matéria que ensina… as tretas que a Senhora Ministra fala dizendo que não falou… são mesmo tretas e só tretas…

O terceiro assunto que me atreverei a abordar, trata de amizade!
Há amizades e amizades… começo a pensar que também vão entrar na bolsa de valores um dia destes… amizade quem dá mais 1… amizade quem dá mais 2…. E assim sucessivamente… vão entrar em banca rota aqueles que não olham para as cotações e só vêm a amizade como o sumo doce dos seus corações… é engraçado! Só percebi isso quando entrei em carência absoluta, depois de uma crápula qualquer, usando o telefone de uma pessoa amiga, me ter mandado para os confins de tudo o que era mais feio… sonsa! Creio, porque nunca irei aceitar, que essa velha amizade não me peça desculpa pelos desvarios ninfomaníacos de quem temporariamente não passa de mais um encantamento…
Por outro lado louvo a minha coragem, de pela primeira vez não ter a pretensão de ser a mais inteligente, cedendo… Não cedo em favor de uma inteligência que em nada me abona… Tenho razão! Exijo respeito por uma amizade que nunca traí…

29.02.08

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Hoje é o dia D

Poderá ser mesmo o primeiro dia do fim... nem sempre somos suficientemente fortes para aceitar a nossa própria degradação...
Se existir o tal se que anseio, poderei repetir por muito tempo ... sabes o quê

12.02.08

domingo, dezembro 30, 2007

VERDADE

Sem poder esperar mais... assim fiquei esperando o teu nada...
Muito melhor 2008!
Que ninguém espere em vão! ... ... ... ...

30.12.07
(a foto foi vista e roubada por aí, nem sei onde...)

quinta-feira, dezembro 27, 2007

O QUE NOS DEIXA A MEMÓRIA


Há datas que nunca esquecemos. De uma maneira ou de outra acabamos por as recordar, mesmo que tivéssemos prometido a nós próprios que jamais as iríamos relembrar…
Claro que não é o facto de ser o dia do teu aniversário que está em causa. Sempre foi um dia que foi lembrado com emoção e ao qual foram dedicados certos rituais, como se estivesses mesmo ali ao lado…
O que me faz nem querer voltar a pensar, nem na data, nem em ti, é a revolta que sinto por todos aqueles eventos que viveste e escondeste, fazendo protagonista de toda a aventura a única pessoa que pensei jamais ser capaz de o fazer… não sei como vos tratar – traidores!!!
Como tinhas coragem de ir jantar o tal “cabritinho à padeiro” sabendo que eu tão longe, sofria como que cumprindo uma pena, completamente inocente?! A sonsa ainda tem coragem de contar, com requintes de malvadez toda a trama das noites bem passadas… nem tenho palavras! Aliás, acho que o ódio tira o dom da palavra… e até do pensamento…
Não contente com a festa, sem respeito pela debilidade do momento, ainda um ou uma idiota bate à porta, em tons deselegantes, manda que abra, para uma visita… à hora do jantar, atender distribuidores de religiões empacotadas em brochuras para descobrir a paz… a fé!!! Depois do “cabrito à padeiro”, em São Pedro de Sintra!!! Já não há mais nada!
Fica na memória, destruindo todas as outras memórias, o que me destrói todos os dias… porque a provocação continua, num descarado atrevimento…

27.12.07

quinta-feira, dezembro 06, 2007

NOITE DE NEVOEIRO

Tanto nevoeiro!
A noite está fantasmagórica. Mais parece que estou numa história daquelas que a minha avó me contava, de cavernas e duendes, que com as suas lanternas de luz periclitante, deixavam desenhos disformes nas sombras.

O dia foi cansativo. Dei as aulas habituais mas tive o grato prazer de reencontrar um jovem colega que não via desde que juntos estivemos numa formação sobre lutos, em que o conceituado Moita Flores, deu uma aula que nunca mais nos esqueceremos. O colega foi substituir um outro que está a doutorar-se em Psicogerontologia.

Mais tarde, depois de retemperar o estômago, pois nem havia almoçado, vim escrever um texto que devia, porque jamais aceito certo tipo de situações e o desrespeito pelo ser humano repugna-me, sobretudo quando se está deliberadamente a amachucar outra pessoa, como fazes comigo… e depois santificas a tua posição de vitima, como a criancinha que vai aos bombons do avô… Como é fácil culpabilizar, quando se quer ser o centro das atenções… mas o dia não acabou por aí…

Não atendi chamadas, porque deixei os celulares no silêncio, como haviam estado durante as aulas… e só reparei que havia esquecido quando liguei a uma amiga para saber do seu caso… não foram os “meus interesses” que levaram a não atender. Só se pode exigir, quando não se falha… Mas no todo, houve algo bom. Uma amiga vai publicar um livro. É uma excelente poetiza e muito humana.

O nevoeiro está ainda mais denso. Fui à varanda e até senti um arrepio… medo? Talvez. Está deveras sinistra esta noite… Se fosse de manhã, esperava que o sol despontasse, porque a minha avó dizia muitas vezes que, “manhã de nevoeiro é tarde de soalheiro…”

E mais uma página do Diário que vou escrevendo, para não falar a sós comigo, nesta noite de nevoeiro, em que os faróis dos carros que sobem a estrada, parecem os olhos dos bois-cavalos, que se atravessavam na picada, quando lhes direccionava os máximos…


05.12.07

segunda-feira, novembro 26, 2007

ASSIM SE (DES)APRENDE


Calamidade! Pois é mesmo assim que chamo à falta de planeamento de qualquer tarefa que se tenha de fazer. Planificar, organizar, esquematizar, são formas de se poder vir a garantir vir a ter sucesso em um qualquer empreendimento que tenhamos de abraçar.

Contrariamente, se quisermos enveredar pelo insucesso, pela confusão, em suma, pelo caos, então não planifiquemos, não organizemos nem façamos nada que permita saber onde começar e onde acabar; não nos preocupemos: “seja o que Deus quiser” e “quem quiser que se lixe”.

Introduzida que está a minha opinião, aqui vai a causa para a ter expresso: colocação de professores, muito especificamente, os que ainda andam nas andanças (passo o pleonasmo) de serem contratados.

Chamar injustiça a uma forma de camuflar “padrinhos”, “cunhas” e outros métodos que coroam o caos, será pouco decente. Injustiça é algo que visa algo ou alguém, mas até com uma certa organização. Incompetência, laxismo, indiferença, engano premeditado, não se podem designar como injustiça, embora os que sofrem na pele se sintam injustiçados contudo, reclamar ante quadros deste género, não só é inútil, como até pode parecer anedótico.

Claro que seria excelente escolher o “trigo do joio”, mas, com tanta irregularidade de critérios e tanta falta de profissionalismo, tudo se agrava e em pouco melhorará. Vão continuar a ensinar alguns incompetentes, alguns desactualizados, outros ainda sem inspiração ou vocação para transmitir conhecimentos e ainda aqueles que deveriam ser reformados. Todos os que se esforçam deveriam ser acarinhados e premiados. Aos outros, eu oferecia um par de patins…


2611.07

segunda-feira, outubro 29, 2007

“ARRUMAÇÃO DE IDEIAS”


É mesmo isso. Um dia, de repente, sentimos que estamos saturados e aquela pessoa que preenchia todos os nossos momentos pareceu-nos um monstro. Foi assim que hoje olhei para ti - um monstro!
Detestei-te. Odiei todos os passos que deste, Odiei todas as gargalhadas que fizeste soar entre o ar parado e a noite escura, de um céu encoberto, tal como deixaste a minha alma... o que te preenche destruiu o que tentava construir...

Cada palavra apenas teve o intuito de me amachucar, de denegrir o que fui sentindo por este tempo fora… mas agora, como se estivesse a acordar se um pesadelo, só penso que nem tenho mais desejo de me cruzar contigo… Vulgar! È o que te posso chamar.

Sempre soube que assim era. Nada foi novidade, apenas tentei enganar-me, para que o tempo fosse mais fácil de suportar, mas agora é tarde. Tal como todas as folhas de papel que vou arquivando, tu passarás ao arquivo. Não mereces nada mais do que isso.

Tal como a hora mudou, eu mudei também. És o ontem e nada mais do que isso… veremos se te agrada… ou talvez nem te apercebas… até que… é isso mesmo. Até que novos acontecimentos te levem a recordar que eu estava sempre ali… mas já não estarei. Tudo tem um começo, um meio e um fim…

29.10.07

domingo, outubro 21, 2007

Hoje………20.10.07


Um dia acordamos e sentimos que estamos tão vazios como se fôramos um balão rebentado. Pois é mesmo assim que me sinto. Algo me está escapando e não consigo dar a volta…

Idiota é tudo o que te posso chamar. Não prestas nem serves para nada… mias, mas devias zurrar… com esses olhos “langanhosos” de cordeiro mal mamado, tentas enganar quem? Amor não é coisa que exista como os pacotinhos individuais de chá… é mais, mas cabe a cada um entendê-lo e respeitá-lo.

Mas adiante. Não posso mudar o mundo embora o mundo me vá mudando a mim. Devo aceitar, concordar, ser assertivo, ser condescendente, ser tudo o que se quer que seja e sorrir, sorrir para o vasto auditório. Um auditório agigantado, nacional e internacionalmente… e à noite aconchegar a cara na almofada, a minha querida almofada e chorar. Chorar pelo que já perdi e por tudo o que não consigo alcançar… e às vezes, uma curta frase seria o suficiente para que a auto-estima subisse e eu, qual balão vazio, voltasse a flutuar no universo da felicidade com o pouco de ar que lhe era soprado.

Eu sei que não serve de nada chorar sobre o leite derramado… mas a tristeza tem destas coisas. Faz-nos de parvos e depois ri-se na nossa cara…

O dia passou entre o agradável e o passa que passa e entre uns sorrisos e umas lágrimas meio escondidas; deixou que o anoitecer tomasse conta de todos os factos e os arquivasse como se de facturas e guias de remessa se tratasse… enfim! Este é o papel de cada um, neste amarrotado de horas em que o tempo domina, sem que possa ser contado em paralelo com as tais horas que escorrem pelo convencional relógio imposto, desde que me lembro de ser eu…

E o sábado morreu como qualquer flor que murcha numa jarra, antes viçosa e fazendo parte da planta mãe e depois de cortada… … …


20.10.07