sexta-feira, novembro 30, 2007

E OUTRA PÁGINA


Primeiro acreditei. Sempre aceitei o que me dizem como sendo a pura verdade. A palavra dos outros, sempre a respeitei, mas como me enganei!

A farsa, a patranha, a peta, o abuso da credulidade, a agressão psicológica, foram metodologias aplicadas com toda a perícia, com o firme propósito de enganar, iludir, manobrar, magoas, enfim, espoliar o mais que fosse possível… e, eu acreditei…

Talvez não tenha acreditado sempre, até pode ter acontecido só ter acreditado um pouco, mas no que acreditei, provoca-me ainda um mau estar sem limites. Como pode a inteligência humana ser iludida por enganadoras e malévolas mentiras?

Acreditei que tudo ia mudar. Acreditei que a responsabilidade social era muito importante. Acreditei que educar e transmitir conhecimento era como que uma devoção. Acreditei que se tempera com amor tudo, nas nossas vidas. Mas não! Amor, esse sentimento que até tem fama de ser belo, é um engano. Até aí me enganei…

Enganei-me em que a idade seja um estatuto de responsabilidade. Nada disso! Há uma falta de respeito entre os adultos que são o exemplo dos nossos continuadores.

Enganei-me quando idealizei saber mais e mais. Apenas não passei o tempo sem ocupação… mas não serve de nada!

Gritei pelo monte, pelas areias da praia, aos rochedos da beira-mar, para que um eco uníssono repetisse vezes sem fim que amava. Amava, mas não era amante de ninguém no sentido mais lato ou mesmo pejorativo… amante é todo aquele que é amado e amada nunca fui… mas acreditei.

Choveu. Agora faz sol. Nisto posso acreditar.


22.11.07

segunda-feira, novembro 26, 2007

ASSIM SE (DES)APRENDE


Calamidade! Pois é mesmo assim que chamo à falta de planeamento de qualquer tarefa que se tenha de fazer. Planificar, organizar, esquematizar, são formas de se poder vir a garantir vir a ter sucesso em um qualquer empreendimento que tenhamos de abraçar.

Contrariamente, se quisermos enveredar pelo insucesso, pela confusão, em suma, pelo caos, então não planifiquemos, não organizemos nem façamos nada que permita saber onde começar e onde acabar; não nos preocupemos: “seja o que Deus quiser” e “quem quiser que se lixe”.

Introduzida que está a minha opinião, aqui vai a causa para a ter expresso: colocação de professores, muito especificamente, os que ainda andam nas andanças (passo o pleonasmo) de serem contratados.

Chamar injustiça a uma forma de camuflar “padrinhos”, “cunhas” e outros métodos que coroam o caos, será pouco decente. Injustiça é algo que visa algo ou alguém, mas até com uma certa organização. Incompetência, laxismo, indiferença, engano premeditado, não se podem designar como injustiça, embora os que sofrem na pele se sintam injustiçados contudo, reclamar ante quadros deste género, não só é inútil, como até pode parecer anedótico.

Claro que seria excelente escolher o “trigo do joio”, mas, com tanta irregularidade de critérios e tanta falta de profissionalismo, tudo se agrava e em pouco melhorará. Vão continuar a ensinar alguns incompetentes, alguns desactualizados, outros ainda sem inspiração ou vocação para transmitir conhecimentos e ainda aqueles que deveriam ser reformados. Todos os que se esforçam deveriam ser acarinhados e premiados. Aos outros, eu oferecia um par de patins…


2611.07

sábado, novembro 17, 2007

UMA VOLTA COM O PENSAMENTO


No bulício da cidade deixo os meus sentidos a deambular. Chego a olhar sem ver, tão absorta caminho, entre a revolta e a tristeza, pela incapacidade que sinto, em não conseguir que o que está errado, passe a ser certo.

As caras daqueles com quem me cruzo, são a plena demonstração de que algo está mal. Ninguém vê ninguém e tudo me parece inútil. Todos caminham absorvidos pelos seus próprios problemas e esquecem que os seus problemas são os problemas do país inteiro. Talvez do mundo…

Não vejo ninguém com as lágrimas a correr, mas também não vejo sorrisos aflorando pelos lábios descaídos, de mulheres e homens que vão pelo caminho inverso ao meu.

Olho o meu interior e o caos é a miragem que me envolve e que se dispersa pelo que sendo, não é. Há um ruído ensurdecedor amortecido pelo silêncio do descontentamento. Também seria inútil aumentar o som ao ruído…

Há uma nuvem amedrontadora a dominar as vontades do que se deseja… Professores que continuam sem colocação… alunos que crescem (?) em salas de aula… vagas para meia dúzia de horas lá para onde o sol se põe, para candidatos, que por um mês poderão ir viver para “debaixo da ponte”… formas de enganar o absentismo com a promoção do desconhecimento… projectos de ensino que falham… alguém que recebe uma remuneração principesca para lançar a confusão no que se ensina e no que se aprende… e passa a não aprender…

Passes de transportes públicos caros para que uma elite seja conduzida em luxuosos transportes… voluntários trabalhando arduamente, enquanto umas dezenas de figuras limpam o pó do hemiciclo de um lugar que devia ser respeitado e onde respeitar os que representam…

E olho de novo o meu interior e de entre o caos sai o gemido que jamais terá eco… Patético! Apetece-me bater palmas…

Cíclicas! É verdade. Mas já esgotadas certas áreas… e fantasmagoricamente, aparecendo horários, mas dentro de parâmetros completamente incríveis… só falta que apareça um a pedir “alguém com um sinal particular…” Incrível! Mas verdadeiro. E tudo isto para quê? Para aconchegar incompetências? Não! Para nada. Para absolutamente nada!
Toda esta amálgama de situações que me parecem fora de controlo, leva a que se eleve o número de “stressados”, e que o burnout reine como uma das mais perniciosas enfermidades da época no seio escolar…

16.11.07

sexta-feira, novembro 16, 2007

AMOR?!


Apareci. Fruto de um acontecimento que foi o acto sexual entre os meus pais. Fui desejada, disseram-me. Dois anos depois de se casarem apareci.

Ensinaram-me um montão de coisas. Eu aprendi. Falaram-me de amor e que tudo era fruto do amor.

Hoje pergunto-me se teriam razão. Amor!

Pois, o amor é um casaco de Inverno, cheio de peles, para manter quente a quimera da vida.

Hoje pergunto-me o que é realmente o amor e só encontro uma resposta – nada!

Usei o amor para aprender. Hoje que sei eu? Nada!

Usei o amor para com os que me foram rodeando no decorrer dos anos, mas em suma, nunca ninguém o aceitou. Tudo resultou em nada…

Amei. Amei com todo o fulgor da adolescência, mas foi um amor proibido…de sempre para sempre, porque um dia morreu…

Dei amor, para superar a lacuna da adolescência, mas aí, também falhei…

E uma mão cheia de tudo foi nada…

Hoje, julguei ter encontrado, finalmente, onde aplicar o que havia aprendido outrora sobre o amor… mas de novo o nada submergiu em todos os nadas e mostrou-me quanto inútil é amar: - um nada!

E olho em volta e o que vejo? Rua, carros, luzes e gentes que daqui para acolá andam nas suas lides e de novo surge a pergunta – para que serve tudo isto? – Para nada!

Então, o tal amor de que tanto me falaram, de nada tem servido durante todo o percurso da minha existência…

Já não o posso reclamar de meus pais; já não o posso reclamar daqueles que me falaram dele; já não posso provar-lhes quão inútil foi o terem-me ensinado que para haver felicidade, tem de haver amor…

Falámos disso e sobre isso muitas vezes. Decidimos escrever sobre o tema e uma pantomina de inutilidades escorreu das nossas canetas, do nosso teclado, da nossa imaginação… Não queres amar, não ames, mas amas o que não te serve para nada… e eu amo e perco o pensamento em justificações, para encontrar o que nada significa para nos mantermos vivos… Vivos? Não sei!

Não sei mesmo nada!!!...


04.11.07

quinta-feira, novembro 15, 2007

CONVERSA COM A MORTE


Sentei-me na mesa do canto. Pedi um café e encetei o diálogo/monólogo com o amigo do meu avô. Tal como ele havia feito há umas décadas, estava em frente a Fernando Pessoa, no Café Martinho da Arcada, com o caderno de muitas folhas escritas...

O meu avô e Fernando Pessoa, com os seus cafezinhos, com os seus blocos e os seus instrumentos de escrita, iam dedicando às suas amadas, os poemas que fluíam como águas límpidas, em fontes naturais.

Com curiosidade quis saber porquê ambos escreviam, isto porque de ambos li poemas lindos e porque escrevo, mesmo sem sentido, umas palavras que sobraram para mim. Saber porquê os outros escreveram deixa-me apreensiva. Será que a razão é a mesma?

Sábia, filosófica e inédita veio a resposta “ A escrita é a expressão mais eloquente do revelar o que se sente e que os outros não entenderiam se falássemos e que mais tarde, quem vier a ler-nos, irá desmultiplicar o significado e a quem dedicámos a nossa escrita, possivelmente, achá-la-ia despropositada se a lesse dentro da actualidade desse momento…”

À nossa mesa sentou-se a Morte. Deles já tomara conta há muito. De mim, aguardava o momento decisivo…

Assim conversámos. Três épocas. Três estádios diferentes com um elo de ligação comum – a escrita.

A Morte sempre escreveu. Escreveu sobre o adeus, a saudade e a desilusão, porque a vida lhe foi dando o mote… Fernando Pessoa, filosofou sobre o ser que era e os que o rodeavam. Escreveu para fazer pensar. Mas a Morte dizia que eu escrevia a copiar os seus sentires e a usar as suas palavras… como se as palavras não fossem de todos nós…

Tive de confessar à Morte que só o amor era cúmplice da minha escrita; escrevia o que o amor ditava e se ditava desditas, pois então, eram essas as minhas expressões…

A Morte não quis falar de morte. Disse que se viera sentar-se à nossa mesa, fora para falar de vida. Vida ou tempo que nos separa da morte… Fernando Pessoa falou desse tempo e como eu era vida, devia vivê-la com os sonhos que comandam a vida… tinha de a viver porque escasseava o tempo que me restava…

A Morte falou dos meus amores. Disse que quem partira, havia partido em outros rumos e quem ficou, ficou à espera que esquecesse quem fora…

Tontarias da Morte! Quem está não estará. Quem amo é alma prisioneira de outras gaiolas; é pássaro canoro de outras floresta… eu nem direito tenho a separar o que foi do que é, porque o que foi deixou a eterna ilusão de ser o ideal… quem está, questiona quem é e o que é o amor… ainda mantém a total confusão dos sentimentos… de braços abertos vai esperar a divindade de quem recebe inspiração…

Deixei soltar uma lágrima. Como seria sentir palpitar no peito a emoção de escutar uma frase doce?…

Senti a carícia acolhedora da Morte como que incentivando a força que eu já não tinha… Ouvi nitidamente uma voz sussurrar bem perto de mim “beija o teu sonho como se fora a última vez que sonhavas…” Aí, levantei a cabeça, poisei a caneta e reparei que sonhara mesmo e que em outras mesas havia pessoas com sorrisos maliciosos…


12.11.07

segunda-feira, outubro 29, 2007

“ARRUMAÇÃO DE IDEIAS”


É mesmo isso. Um dia, de repente, sentimos que estamos saturados e aquela pessoa que preenchia todos os nossos momentos pareceu-nos um monstro. Foi assim que hoje olhei para ti - um monstro!
Detestei-te. Odiei todos os passos que deste, Odiei todas as gargalhadas que fizeste soar entre o ar parado e a noite escura, de um céu encoberto, tal como deixaste a minha alma... o que te preenche destruiu o que tentava construir...

Cada palavra apenas teve o intuito de me amachucar, de denegrir o que fui sentindo por este tempo fora… mas agora, como se estivesse a acordar se um pesadelo, só penso que nem tenho mais desejo de me cruzar contigo… Vulgar! È o que te posso chamar.

Sempre soube que assim era. Nada foi novidade, apenas tentei enganar-me, para que o tempo fosse mais fácil de suportar, mas agora é tarde. Tal como todas as folhas de papel que vou arquivando, tu passarás ao arquivo. Não mereces nada mais do que isso.

Tal como a hora mudou, eu mudei também. És o ontem e nada mais do que isso… veremos se te agrada… ou talvez nem te apercebas… até que… é isso mesmo. Até que novos acontecimentos te levem a recordar que eu estava sempre ali… mas já não estarei. Tudo tem um começo, um meio e um fim…

29.10.07

domingo, outubro 21, 2007

Hoje………20.10.07


Um dia acordamos e sentimos que estamos tão vazios como se fôramos um balão rebentado. Pois é mesmo assim que me sinto. Algo me está escapando e não consigo dar a volta…

Idiota é tudo o que te posso chamar. Não prestas nem serves para nada… mias, mas devias zurrar… com esses olhos “langanhosos” de cordeiro mal mamado, tentas enganar quem? Amor não é coisa que exista como os pacotinhos individuais de chá… é mais, mas cabe a cada um entendê-lo e respeitá-lo.

Mas adiante. Não posso mudar o mundo embora o mundo me vá mudando a mim. Devo aceitar, concordar, ser assertivo, ser condescendente, ser tudo o que se quer que seja e sorrir, sorrir para o vasto auditório. Um auditório agigantado, nacional e internacionalmente… e à noite aconchegar a cara na almofada, a minha querida almofada e chorar. Chorar pelo que já perdi e por tudo o que não consigo alcançar… e às vezes, uma curta frase seria o suficiente para que a auto-estima subisse e eu, qual balão vazio, voltasse a flutuar no universo da felicidade com o pouco de ar que lhe era soprado.

Eu sei que não serve de nada chorar sobre o leite derramado… mas a tristeza tem destas coisas. Faz-nos de parvos e depois ri-se na nossa cara…

O dia passou entre o agradável e o passa que passa e entre uns sorrisos e umas lágrimas meio escondidas; deixou que o anoitecer tomasse conta de todos os factos e os arquivasse como se de facturas e guias de remessa se tratasse… enfim! Este é o papel de cada um, neste amarrotado de horas em que o tempo domina, sem que possa ser contado em paralelo com as tais horas que escorrem pelo convencional relógio imposto, desde que me lembro de ser eu…

E o sábado morreu como qualquer flor que murcha numa jarra, antes viçosa e fazendo parte da planta mãe e depois de cortada… … …


20.10.07

domingo, outubro 14, 2007

DEBATE MATINAL

Às vezes, sem que queiramos, perdemos a oportunidade de cumprir o que havíamos combinado anteriormente. Foi mesmo o que aconteceu desta vez. Contra ventos e marés lutei, escrevi no caderno que sempre me acompanha o texto, mas depois, múltiplas contrariedades levaram-me a não publicar o texto em simultâneo com o teu. Peço desculpa. A ver vamos se hoje, passados uns quantos dias o consigo fazer.

Ora bem, no passado dia 11, escrevi:

Acordei impaciente. Dividida entre a incerteza e a angustia de um dia haver uma certeza. Uma única. Melhor, a única que iria apaziguar esta constante ansiedade, intercalada por uma eufórica alegria e risos dispersos e uma tristeza profunda, impossível de avaliar. E eu sou eu em ambas as situações e eu sou eu rindo e eu sou eu chorando que nem uma “madalena”… salto e solto todo o meu entusiasmo frente à repleta sala de aula – os meus queridos alunos seniores – que me dão força para ser cada vez mais uma real professora (porque poucos podem dizer o mesmo).

Sem dúvida, professor é mártir! Não há direito de se fazer o que se faz a este estrato social. Como vai ficando a vertente mais importante da nossa sociedade… Saiu a 4ª cíclica! Muitos dos meus amigos e muitos que não conheço, mantêm-se no desemprego. Que vergonha!

Mas não ficamos por aqui. Que ignorância é esta de não se entender o que é anti-pedagógico? Turmas tão grandes… e lá vêm dizer posteriormente, que os professores não prestam… será que há a noção da diferença de ensinar dezoito alunos e ter mais de vinte e tantos na sala de aula? Será que há noção de que psicologicamente não há condição de se ser profissional com tantas divergências e tanta arrogância? A arrogância e a prepotência são sinónimos de incompetência, não sabeis disso?

Bem, mas já percebi. O que contam são os números… mas economiza-se por um lado … e esbanja-se por outro… mas os professores são apenas marionetas de pau…

Ainda esta, que quem não sabe, procure saber. Apareceram horários no secundário, por aqui e por acolá, para duas, quatro ou seis horas… no norte… no centro ou no sul… Ora vejamos: um professor no sul, não colocado, deverá aceitar um horário de quatro horas no norte? Que desarrumação! Não vou chamar outra coisa, mas vamos pensar… o professor X, nessa situação de desempregado, mas com casa, família e N responsabilidades pode aceitar esse horário algures, onde terá de ir viver, terá de comer, terá de usar transportes, deverá adquirir material de apoio à sua função… enfim, será que pode viver com uma remuneração correspondente ao horário que lhe vai caber? Estamos a brincar ou quê? É não termos noção das realidades… (dentro de uma situação destas, o professor terá de viver com alguns “expedientes”, de esmolas ou se alugar) ou pretende-se proporcionar um “tacho” a alguém de outras linhas que não o ensino… ou proporcionar que um professor dê aulas em dois ou três estabelecimentos, numa área relativamente perto, para saltitar de escola em escola até perfazer o horário completo? (Isto é negativo em todos os aspectos, o desgaste irá seguramente reflectir-se na qualidade do exercício das suas funções…). Pensemos!


11.10.07

sábado, outubro 06, 2007

“AS PALAVRAS DE HOJE”



Posso ser tudo, mas parva, não sou. Apenas me posso engajar em sonhos, até que, de repente, interiorize que nada faz sentido. Que incongruência continuar a escrever. Escrever frases e mais frases, cujo significado só teria sentido com o teu gostar.

Morta que está a minha alma com a minha ilusão, já nada tem justificação. No mundo abstracto em que o amor tem a brevidade de um arco-íris, nada mais tem oportunidade.

Desfiz a embalagem do sonho e deitei fora as ilusões que houvera embrulhado tão carinhosamente… não têm qualquer utilidade…

O brilho do olhar deixou de se reflectir nos lábios e estes deixaram de ansiar por outros que os acariciassem… (seria horrível desejar uns lábios que almejam beijar outros…) assim, como num féretro fúnebre, tudo de mim saiu…


05.10.07

sexta-feira, outubro 05, 2007

“PAGINA Z DO DIARIO”



Escoam-se as nuvens do encantamento. Surgiu o sol, quente mas outonal. Teus olhos viraram na direcção da luz e esqueceste na sombra das palavras gentis e deliciosas, outrora dedicadas a tantos outros por quem te encantaste e dedicaste esse teu eterno fulgor.

À noite as estrelas parecem bijutarias imitando pedras preciosas sobre o manto de veludo azul-escuro, que é o Universo que nos cobre…

Escondes todas as frustrantes obsessões em filosóficas fraseologias para mostrares o que queres que apenas não admitam, e, em malabarismos linguísticos, vais deixando uma mística angústia nos todos aqueles outros…

Enamorei-me de uma realidade numa época em que achas obsoleta tal vertente em alguém… Já não há quaisquer sentidos… Impossível!... mas quem está errado és tu!!!


02.10.07

segunda-feira, outubro 01, 2007

“FOLHA X DO DIÁRIO”



As informações são vagas. Vão surgindo intercaladas com surpreendentes exclamações. Fazes parte do nada feito entre o que nada é e quando o é, é-o incomensuravelmente abominável…

Do humor fizeste a caótica existência que não tens e o miserabilismo em que te envolves, finalidade única para chamares a atenção de incautos indefesos que vão sucessivamente chegando e partindo, como aves migratórias, quando chega a mudança de estação… mudam a pena e voam de novo em busca de outros ninhos ou do que deixaram à espera, do outro lado…

Quando dizes o que premeditadamente preparaste para magoar, não tens pejo de o fazer, doendo a quem doa, fazendo-te cobrar caro pelo que te estimam… e de galho em galho, saltitas como o pintarroxo no jardim do Éden, que criaste para atrair as aves canoras que vão cantarolando seus amores, para gozares suas desgraças…

No vai e vem do Inverno, vens e vais, és e não és; do que nada tens, dás enganadoramente, pondo em evidência o que frustrantemente incendeia e que selectivamente vais impingindo, como um adocicar de lábios, depois de se saborear uma cereja doce…


01.10.07

quinta-feira, setembro 27, 2007

UM FILÓSOFO - André Gorz


A Filosofia empobreceu um pouco no passado dia 24 de Setembro. André Gorz nascido em Fevereiro de 1923 em Viena de Áustria e tendo chegado a Paris em 1949 (foi registado sob o nome de GERARD HORST e era filho de um comerciante judeu e de uma secretária católica, mas cresceu num ambiente anti-semita, que levara seu pai a converter-se ao catolicismo).

Suicidou-se conjuntamente com a mulher, cuja doença degenerativa se vinha a deteriorar nos últimos anos, tendo sido encontrado, deitado junto dela, numa demonstração ímpar de amor pela sua companheira.

Licenciou-se em Engenharia Química em 1945 pela Universidade de Lausanne e desde cedo sentiu maior proximidade com a filosofia, a fenomenologia e o existencialismo de Sartre.

Entrou no mundo do jornalismo na revista "Paris-Press", com o pseudónimo Michel Bosquet e mais tarde relacionou-se com Herbert Marcuse, pensador da Escola de Frankfurt.
André Gorz foi considerado o filósofo anti-capitalista e criticou ferozmente o estruturalismo, a diminuição do sujeito e da sociedade face à razão económica, tentando dar resposta ao problema com a ecologia.

A sua obra foi demarcada com os livros que publicou, como "Misérias do presente, riqueza do possível", "Crítica da divisão do trabalho", "Adeus ao proletariado" e "O imaterial: Conhecimento, Valor e Capital".

Que a sua obra nos seja útil e respeitemos a sua memória e o seu acto.

27.09.07

terça-feira, setembro 25, 2007

“UM FIM DE TARDE”


Quando se está deprimido, parece que as coisas que deprimem mais se aproximam. É bem certo que na realidade, nós é que parecemos imã, a atrair o que ainda mais nos vai deprimir.

Depois de um dia atarefado, com uma mistura de francês e inglês, a tirar dúvidas à R., fiquei sem tinta na impressora e por isso o trabalho de pesquisa que a garota queria, ficou em lista de espera… eu também promovo listas de espera…

Depois, e, com umas sobras de tempo, decidi distrair-me e dar uma volta pelos Bolgues, conhecidos e outros não. Mas mais valia ter ficado quieta, porque escusava ter lido o que li e ter observado que essa paixoneta é mesmo forte… e agora é de ambas as partes…. E vai daí, já não contam os compromissos assumidos nem a racionalidade, porque correm na mesma vertente e são da mesma faixa etária. Pois bem! Resta-me a consolação que já ouvi o mesmo e se o trouxa não acordar a tempo, vai cair na esparrela que eu caí… “com papas e bolos se enganam os tolos…”. A conversa é sempre a mesma.

Mas tem mais. Lendo com atenção um Blog de alguém que se diz muito letrado, deitei as mãos à cabeça, porque afinal, aqueles que zurram são mais humanos e mais inteligentes… então não querem lá ver que as pessoas, agora nem sabem interpretar o que lêem? Isto é demais… e querem que se evolua, quando cada vez se diz “mais” mal, se critica mais e não se ajuda em nada a melhorar o que se reprova…

Conheço alguém que volta não volta me diz –“sou um camelo” – e conheci em tempos alguém, que costumava dizer-me – “Sou um “camurso” isto é, camelo e urso ao mesmo tempo… Bem! Que duas pessoas tão diferentes e na realidade tão “parecidas” na selva… só espero que a razão que as leva a dizerem-se isso, não seja a mesma… embora pense que, se uma acordou tarde, a outra ainda nem acordou…

O estado depressivo cresceu e eu fui comprar cigarros. A lua elevou-se no horizonte e eu pensei: “ não é tarde nem é cedo, estes são os meus “doces” amigos, que aperto entre os lábios e me entendem, me escutam e me aparam as lágrimas…” afinal sempre vou tendo razão, fico sempre para o fim da fila… muitos anos, tristeza quanto baste, má experiência de cama, inconformada e com filosofias de “cordel” como a de entender sempre os que estão na pior… uns porque têm sempre compromissos inadiáveis, outros porque estão em fase de encantamento e outros porque têm sempre alguém como mais importante… e assim vai um ser vivendo, a aparar os jogos que todos pretendem jogar… isto sem perceber “népia” de futebol…

Escureceu. A lua elevou-se mais no horizonte e eu vim escrever, ou melhor, vim desentupir as ideias, despejando toda a revolta que sinto, porque devia odiar, detestar, banir do pensamento todos os que me provocam tristeza e mau estar… e nem sabem ao menos disfarçar, embora sabendo mentir…

Mas, como já disse em tempos, a mentira pode ser verdade, quer por não ser a minha verdade, quer por quem a diz, se auto convencer que essa é a sua verdade e como tal tem de ser a verdade para os demais… é doentio e até há quem já me tenha dito que é preciso mentir para não criar problemas… engraçado… sempre aprendi que a mentira era bem devastadora na relação entre as pessoas… O tal faz de conta, afinal, é mais importante do que eu houVera pensado….

Como amanhã será mais um dia de infortúnio, com o ventinho a soprar e a temperatura a descer, vou tentar criar condições para o aceitar… como tenho aceite todos os outros… como a lava incandescente a inundar e a queimar a flor do monte tão cândida…



25.09.07

domingo, setembro 23, 2007

REFENS DO DESTINO


No mundo pouco conhecido dos ácaros, do pólen, das bactérias, há sempre uma preocupação: manter a espécie!

Que lugar tão apropriado!... uma cama de uma enfermaria de um qualquer hospital…

A conversa, se escutada, seria interessante, na melhor das hipóteses…

Dois ácaros congratulavam-se pelos recentes acontecimentos – não se podia mudar os lençóis e as fronhas… não tinham chegado da lavandaria as mudas, devidamente desinfectadas. Que festa!

Na cama X, da dita enfermaria do tal hospital, o lençol e a fronha também cochichavam e ao escutarem o diálogo dos ácaros… meteram a colherada… Pois! Pois!... se eles soubessem que foi a falta de pagamento que fez tudo isto… não há roupa para mudas!

- “O lençol azul é que ficou feliz…” dizia a fronha rosa ao seu parceiro… ficaram reféns do destino. Assim ficam juntos!...”

- “ Mas… não entendo… a fronha azul estava velha e já um pouco esfarrapada…. E o lençol azul veio na última remessa de novos…”

-“ Pois é!” – “Mas a fronha envelhecida, não será cobiçada facilmente, por isso não seguirá por engano na sacola de alguém com alta…”

Há coisas que os humanos nunca entenderiam… (ainda murmurou o lençol rosa) Os ácaros espantados, juntaram-se à festa e deram uns “hip-hip-hurra” àqueles reféns do destino…


15.09.07

quinta-feira, setembro 20, 2007

“ESMOLAS!”


Esmolas tanto podem ser donativos como auxílios, como favores. De uma ou de outra maneira, todos pedimos isto ou aquilo. Todos somos pedintes. Pedimos atenção, pedimos emprego, pedimos votos, pedimos favores, aumento, licença, esmolas… enfim, pedimos tudo, mesmo não sendo indigentes. Somos pedintes!

Orgulhosamente pedintes!... Ridiculamente pedintes! Pedir o que temos direito! Que estranho! Muitas vezes pedimos o que não merecemos. Outras, pedimos sem plena consciência do que estamos a pedir… outras ainda, pedimos aquilo a que naturalmente temos direito. A maior parte das vezes, ninguém ouve os nossos pedidos ou, simplesmente, finge que não os ouve…

Mas entenda-se que há mais de uma forma de pedir, mas a forma de dar é que poderá não ser…

Vamos olhar para cada um de nós como pedintes e desde que nascemos, não tendo contudo, pedido para nascer…

Eu, pedinte, reconheço-me insignificante, face a não ser ouvido o meu pedido… Nem santos, nem deuses do Olimpo, nem tão-pouco as ninfas que inspiraram Camões… Mas se tenho de continuar a pedir… Não! Não serei mais uma subserviente rastejante, para ser ouvida… Amor não é transacção, como se fosse acções… Se te habituaste a apostar no melhor cavalo… eu não passo de zebra… e mesmo pedinte, isso não peço!!!

19.09.07

terça-feira, setembro 18, 2007

“ANALOGIAS OU TALVEZ NÃO”


Um elefante incomoda muita gente. Dois elefantes incomodam muito mais… três… começava assim uma história que a minha avó contava, passada nos interiores de Africa, em que os autóctones viviam amedrontados, mas em simultâneo deixavam os enormes paquidermes a destruir as suas culturas, sem que nada lhes fizessem, por se considerarem castigados pelas forças divinas.

Recordei a história, porque afinal, em sentido figurado, também temos manadas de elefantes: cinzentos, cor-de-rosa e brancos… que incomodam muita gente… mas os pigmentados à camaleão, são os que mais nos assustam…

Há uns tempos para cá, vou admirando mais as histórias que a minha avó contava. Tinham sempre uma profundidade que só ao cabo de tantas décadas consigo interpretar com mais clareza. E que actualidade têm!

Mas não era de nada disto que queria falar. Que analogias vamos buscar… O assunto é bem diverso e se alguma réstia de equiparação se encontrar, é pura imaginação.

O meu tema de hoje reporta-se a colocação de professores. Refere o que de incoerente há na colocação dos ditos, mesmo sendo um largo número de cidadãos imprescindível a todos, indistintamente. Os professores já foram alunos de professores, que por sua vez já haviam sido de outros e assim sucessivamente…

Pessoalmente, nada tenho a ver com o assunto. Já não conto para estatística e até bem cedo fui banida. Mas vivo em cada veia o ensino, porque acho que nasci para ser professora… gosto de ensinar, com conhecimento e amor, porque só se é bom no que se faz, quando se ama o que se faz.

Mas ser professor é quase uma maldição. A maioria é mal remunerada. Não pode ter vida própria e muito menos estabilidade emocional. São uma espécie de caracóis peregrinos, os professores contratados… que grande incentivo para transmitir conhecimentos!!!

Depois, vêm ainda outras condicionantes: a impossibilidade de evoluir, sobretudo nas áreas específicas do conhecimento que transmitem, pois que, com o baixo rendimento remuneratório, não se pode investir em livros, formações, enfim, acompanhar as mutações e evoluções que quaisquer ramos vão sofrendo. É castrador para quem ama o que faz.

Não entendo porquê há sempre no fundo da última prateleira do cofre de uma qualquer escola, aquele horário completo, que logo por azar vai para um alguém “desconhecido” ou, se o tal azar se mentem, acaba por desaguar na escola X o professor Y, que por azar nasceu na Raia, fez a sua vida na costa e é colocado na montanha… Tudo tem a ver com a sua personalidade, com a vivência e prioridades preestabelecidas para a sua vida.

Isto é consequência de um perfeito planeamento e uma planificação aplicada ao desenvolvimento…


14.09.07

segunda-feira, setembro 17, 2007

1º DEBATE DO 4º CLICLO


Uma vez mais, o Clube dos Pensadores põe em evidencia a importância do esclarecimento, através dos debates políticos que leva a efeito ao iniciar este 4º Ciclo.
Tem como tema este primeiro debate “A Verdade e a Política”, tendo como convidada a Euro deputada socialista ANA GOMES, caracterizada, sobretudo, pela sua frontalidade e largo conhecimento do tema em discussão.

JOAQUIM JORGE, fundador do Clube e organizador destes debates, convidou ainda outras entidades: CARLOS PEREIRA (psiquiatra e antigo director do hospital de Valongo) e GUILHERMA ALARCÃO (mestre em história medieval).

O evento tem lugar no Hotel Holiday Inn, esta noite, depois das 21H30, a seguir a um jantar que reunirá os convidados e membros do Clube.

Votos de que seja mais um sucesso.

quarta-feira, setembro 12, 2007

“ALERTA!”


Segundo o jornal “METRO” de 11 de Setembro, três mil pessoas suicidam-se por dia. Numa chamada de alerta, referem que no mundo, em cada trinta segundos, uma pessoa se suicida, o que perfaz o valor supracitado.

O alerta é proveniente da OMS (WHO) – Organização Mundial de Saúde – aquando assinalado o “Dia Mundial de Prevenção do Suicídio”.

Segundo estimativas provenientes desta Organização, por cada suicídio levado a efeito com sucesso, registam-se, pelo menos, vinte tentativas falhadas.

Refere também a notícia em causa que a incidência se verifica entre a faixa etária entre os 15 e os 35 anos e que esta pode ser considerada a terceira causa de morte, sobretudo nos países em desenvolvimento.

Ainda segundo a OMS, das tentativas falhadas, resultam graves lesões e sequelas que, afectam os próprios suicidas, como também familiares e amigos.

Contudo, há que referir que muitos dos factores que levam a este estádio limite, poderiam ser reduzidos, se, houvesse uma melhor convivência entre as pessoas, mais transparência nas relações e mais verdade. Muitos destes suicídios estão ligados a problemas de saúde, a desvios psicológicos, a frustrações e outras causas, mas fundamentalmente, a causa emocional, é muito influente. No campo das emoções, o “Amor”, e se incompreendido e não clarificado, pode promover traumas como o da rejeição, levando a extremos os seres humanos.

11.09.07

domingo, setembro 09, 2007

CONDIÇÕES VERSUS IMPOSTOS



Sem querer abusar do optimismo dos leitores deste Blog, venho abordar uma vez mais o tema que o patrono do nosso Clube dos Pensadores expôs tão bem, num artigo anteriormente apresentado.

Não me vou repetir, mas não deixa de ser relevante abordar os assuntos nas múltiplas vertentes em que podem ser analisados.

Pois bem, a saúde é deveras importante para que nos demos ao luxo de a tratar, conforme a vamos tratando actualmente…

Não sou entendida na matéria, mas recordo que, aquando estive ligada à WHO, soube que se realizara em 1978, uma reunião em Alma-Ata cuja directiva foi “Saúde para todos até ao ano 2000”, referindo sobretudo o quadro de cuidados de saúde primários, pondo em evidencia o papel a desempenhar pelos médicos, junto das populações. A prevenção foi a grande aposta, contudo, estamos no segundo semestre de 2007 e por cá, os tais cuidados ainda são muito escassos e os melhores são só para alguns. Prevenção por onde andas? Não nos esqueçamos que para prevenir, é necessário diagnosticar e para isso, é necessário fazer-se, ciclicamente, exames diversos e análises clínicas. São os meios de diagnóstico, mas estes têm número e os médicos de família serão chamados à atenção se “exagerarem” nos pedidos, pelos senhores administradores, que por sua vez também têm de responder por números… penso que se poderia poupar muitos Euros, se se pensasse um pouco na directiva que referi, se fossem feitos muitos exames preventivos e se fossem eliminados muitos medicamentos que só servem para atravancar o desenvolvimento de maleitas, que diagnosticadas precocemente, poder-se-iam reduzir… Sempre é a saúde dos nossos semelhantes…

E agora esta! Professores no desemprego!!! Então é assim que se promove o desenvolvimento sócio-cultural dos nossos patrícios?

Já que somos números apenas, vamos considerar que os números Euros, pagos em subsídios de desemprego, são uma pouca-vergonha. Paga-se para não fazer nada!!! … ou talvez para convidar à fraude: pois é, se por um lado recebem subsídio, por outro têm de trabalhar (à socapa) para poder fazer face às condições consideradas dignas… ora aqui já vão duas desonestidades… uma o subsídio (imposto) e outra os (não aos impostos)!!! …

Sem querer ver os quadros pintados a negro, gostaria que as almas pensantes se debruçassem sobre estes itens e encontrassem soluções, pois só a eles cabe levá-las a cabo. O nosso (os números), papel é o de alertar, quando as coisas não estão a ir muito bem…

Com tudo isto, pretendi dizer que, se não trabalharmos e não recebermos o justo valor pelo nosso trabalho, também não poderemos contribuir correctamente com os nossos contributos e, se não “berrarmos” que há remunerações que são um insulto, ninguém nos ouve.

08.09.07

terça-feira, setembro 04, 2007

CRISE – MOMENTO DE MOMENTOS


Os amigos de longa data são os nossos melhores amigos. São os amigos que estão sempre disponíveis, que nos dão o ombro para que choremos os nossos pesares, que nos dedicam toda a atenção e não trocam a nossa companhia por nada deste mundo. São os amigos especiais que escutam os nossos pesadelos e abdicam de tudo o que lhes dá prazer para satisfazer a nossa insatisfação…

Os amigos de longa data, os nossos melhores amigos, não têm ciúmes de outros nossos amigos mais recentes ou que estiveram ausentes muito tempo, nem deitam em cara constantemente a outros amigos, que os que são de longa data é que são a maravilha.

Os amigos de longa data jamais metem conversa com conhecimentos ou outros amigos nossos, nem tão-pouco tecem monumentais elogios a terceiros e ou a outros seus amigos, com o intuito de gerar confusão e mostrar rejeição a estes, pois a ultima coisa que os bons amigos fazem, é nunca magoar nem preterir os seus amigos, nem mesmo mostrar quanto são insignificantes e ignorantes…

Os nossos amigos de longa data jamais fazem reparo de estarmos dividindo atenção com outros… não nos fazem sentir infelizes e compreendem as nossas desditas… são mesmo bons amigos!!!

Mas será que estive a delirar? Claro! Só podia… Não existe ninguém nestas condições. Amizade com letras gordas, só na nossa imaginação. Os amigos que me mostraram muita amizade já morreram… os outros têm sempre amigos mais amigos do que eu…


03.09-07